04/04/2026
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71 milhões de anos: ovo de réptil encontrado na Antártica

O Maior Ovo de Réptil Já Descoberto

Recentemente, foi encontrado o maior ovo de réptil já registrado na história, na Antártida. Este ovo, do tamanho de uma bola de futebol, é o primeiro ovo fossilizado de casca mole conhecido na região e acredita-se que tenha sido colocado por um gigantesco lagarto marinho, há cerca de 66 milhões de anos.

De acordo com uma pesquisa publicada em uma respeitável revista científica, esse ovo de grandes proporções provavelmente pertence a um réptil marinho gigante chamado mosassauro. Lucas Legendre, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade do Texas, ressalta a importância dessa descoberta em diversos aspectos.

Ele explica que o ovo pertence a um animal do tamanho de um grande dinossauro, mas é muito diferente dos ovos de dinossauros. Na verdade, ele se assemelha mais aos ovos de lagartos e cobras, mas é de um parente muito maior dessas criaturas. Esse achado é ainda mais surpreendente, pois antes acreditava-se que répteis marinhos gigantes do período Cretáceo não colocavam ovos.

O ovo fossilizado mede cerca de 28 centímetros de comprimento e 18 centímetros de largura. Foi descoberto por cientistas chilenos há quase uma década, mas permaneceu sem identificação no Museu Nacional de História Natural do Chile, mesmo com seu tamanho impressionante. Julia Clarke, da mesma universidade, comentou que este ovo é um dos maiores já descritos na literatura científica.

Os pesquisadores até brincaram e chamaram o ovo de “A Coisa”, em referência a um famoso filme de ficção científica em que uma criatura alienígena cai na Antártida. Contudo, ao contrário do monstro do filme, este ovo foi criado por um animal bem conhecido.

Estima-se que a mãe que colocou o ovo tinha pelo menos 60 metros de comprimento. Este novo achado recebeu o nome científico de Antarcticoolithus bradyi, e uma análise de 259 répteis modernos e seus ovos aponta que essa criatura era, de fato, um mosassauro.

Os cientistas não sabiam que o grande fóssil era um ovo até que analisaram sua membrana com microscópios e perceberam que o ovo “colapsou e se dobrou” ao serem feitos alguns testes. Ele se tornou um dos maiores ovos de casca fina já encontrados, ficando atrás apenas do ovo de ave elefante encontrado em Madagascar.

A estrutura do ovo revela similaridades com os ovos de muitas cobras e lagartos. Isso sugere um modo de reprodução ovovivíparo, onde o animal é chocado imediatamente após a postura do ovo, desenvolvendo-se dentro do casulo enquanto ainda está na mãe.

Esse tipo de ovo grande e com casca relativamente fina pode refletir adaptações relacionadas ao formato do corpo, investimento reprodutivo ligado ao gigantismo e à viviparidade de lepidosaurianos, onde um ovo “vestigial” é colocado e choca imediatamente.

Naturalmente, este ovo já havia chocado há dezenas de milhões de anos. Embora os pesquisadores concordem que o animal que dele saiu era um mosassauro, existe a possibilidade de ser uma espécie de dinossauro ainda não identificada.

Os especialistas atualmente buscam entender se o réptil antigo chocou o ovo em terra firme ou na água, como fazem as tartarugas marinhas ou cobras do mar atuais. Há evidências circunstanciais que apoiam a identificação do animal, como a presença de esqueletos de mosassauros e plesiossauros, tanto adultos quanto bebês, encontrados nas proximidades. Isso sugere que a área funcionava como um “berçário”.

O local tem, de fato, um ambiente protegido, onde as mães poderiam ter colocado seus ovos em águas abertas, semelhante ao que fazem as cobras-marinha hoje em dia. Uma outra teoria sugere que o réptil adulto poderia ter ido à praia e formado um ninho improvisado com a cauda, permitindo que os filhotes se dispersassem para as águas abertas, como fazem as tartarugas modernas.

Ainda há muitas perguntas sem respostas sobre esse achado, mas uma coisa é certa: este é o maior ovo de réptil já descoberto. Estudos sobre essa descoberta estão sendo publicados, juntamente com uma pesquisa que discute como os ovos de casca mole podem ter evoluído ao longo do tempo.

Explorar esses mistérios ajudará a entender mais sobre a vida marinha e a evolução dos répteis ao longo da história, especialmente em épocas tão distantes como a era dos dinossauros. A ciência continua a desvendar os segredos de nosso planeta, revelando detalhes fascinantes sobre criaturas que habitaram a Terra há milhões de anos.

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