26/03/2026
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Estudo sugere que neandertais podem não estar extintos

Neandertais podem nunca ter sido realmente extintos, revela estudo

Uma recente pesquisa sugere que os neandertais podem não ter sido completamente extintos do ponto de vista genético. O estudo foi publicado na revista científica Scientific Reports no dia 4 de novembro.

Os neandertais, uma espécie humana que viveu entre 400 mil e 40 mil anos atrás, são considerados parentes próximos dos Homo sapiens, a nossa espécie atual. A teoria mais aceita sobre sua extinção é que os neandertais foram superados pelos nossos ancestrais em um período histórico distante. No entanto, um novo modelo matemático propõe uma visão diferente sobre o destino dos neandertais.

Análises genéticas indicam que pessoas modernas, que têm ancestrais fora da África, contêm entre 1% e 4% de DNA neandertal. Isso sugere que, antes de 40 mil a.C., os Homo sapiens e os neandertais interagiram, possivelmente formando laços de parentesco.

O estudo também revela que houve uma longa relação entre Homo sapiens e neandertais, que pode ter permitido uma absorção genética quase completa ao longo de um período de 10 a 30 mil anos. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados demográficos de tribos modernas de caçadores-coletores para calcular como pequenas populações de neandertais poderiam ser incorporadas em uma população humana maior.

Essas descobertas reforçam a ideia de que as duas espécies conviveram e se reproduziram na Eurásia durante milhares de anos. Exames genéticos e achados arqueológicos mostram que hominídeos semelhantes aos sapiens podem ter estado na Eurásia desde 200.000 a.C., indicando uma possível coexistência com os neandertais.

Embora as razões para a extinção dos neandertais há 40 mil anos ainda sejam incertas, especialistas acreditam que múltiplos fatores podem ter contribuído, como mudanças climáticas, perda de diversidade genética e concorrência com Homo sapiens.

Os pesquisadores do novo estudo afirmam que seu modelo matemático não exclui essas teorias e que a deriva genética pode ter influenciado a extinção dos neandertais. Além disso, os genes neandertais que foram incorporados aos sapiens não trouxeram vantagens significativas para a sobrevivência dessa espécie em áreas mais ao norte do planeta.

Andrea Amadei, da Universidade de Roma Tor Vergata e um dos autores do estudo, considera que a pesquisa oferece uma explicação consistente para o desaparecimento gradual dos neandertais, alinhando-se a descobertas arqueológicas que mostram que sua queda na Europa foi um processo lento e contínuo, ao invés de um evento abrupto.

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