Embora o tema sexo esteja mais presente nas conversas do dia a dia, a doutora Carmita C. Fernandes, especialista em sexualidade, destaca que o preconceito ainda persiste. Segundo ela, isso é especialmente evidente na área da saúde. Médicos observam que, enquanto as mulheres costumam procurar ginecologistas com frequência, os meninos, após deixarem o pediatra, muitas vezes não buscam acompanhamento médico adequado, o que pode levar a problemas de saúde não tratados por anos.
Carmita lembra que, há duas décadas, a responsabilidade de buscar informação e cuidados estava muito mais nas mãos das mulheres, que precisavam “ensinar o caminho” aos homens. No entanto, atualmente, com o acesso facilitado à informação, Bia, outra especialista no tema, comenta de forma bem-humorada que agora são os homens que devem se esforçar para entender e cuidar da sua saúde íntima.
Essa mudança na dinâmica entre gêneros reflete uma evolução na forma como os assuntos de sexualidade são tratados, mas, segundo as especialistas, ainda há um longo caminho a percorrer para superar os tabus que cercam a saúde masculina. A educação e o diálogo aberto são essenciais para que todos tenham acesso a informações e cuidados adequados, independentemente do gênero.