10/04/2026
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Mosquitos modificados para combater a dengue chegam a cidade brasileira

A técnica conhecida como Wolbachia, que consiste na criação e liberação de mosquitos geneticamente modificados para conter uma bactéria capaz de bloquear o desenvolvimento de vírus como dengue, zika e chikungunya, está sendo implantada em Uberlândia, no estado de Minas Gerais. A ação começou na última sexta-feira e faz parte de um projeto do World Mosquito Program, que no Brasil é liderado pela Fiocruz em colaboração com o Ministério da Saúde e as prefeituras locais.

A escolha das cidades onde o método será aplicado leva em conta diversos critérios. Entre eles, estão uma população superior a 100 mil habitantes, um histórico elevado de casos de dengue nos últimos dez anos, as condições climáticas da região e a infraestrutura necessária para soltar os mosquitos modificados.

O Ministério da Saúde destinou um investimento de 30 milhões de reais para expandir o uso do Wolbachia entre 2024 e 2025. Em Uberlândia, a nova tecnologia deve beneficiar cerca de 352 mil pessoas, o que representa aproximadamente metade da população da cidade. A expectativa é que essa solução traga melhorias não apenas para Uberlândia, mas também para outras localidades da região, conforme a iniciativa se expande.

O centro de produção, manejo e multiplicação dos mosquitos está localizado no bairro Umuarama. Com uma área de 330 m², o espaço é equipado com salas para triagem, criação de larvas, armazenamento e até um refeitório. Profissionais capacitados serão responsáveis por todo o processo de produção, que inclui a eclosão dos ovos dos mosquitos que portarão a bactéria Wolbachia.

Os primeiros mosquitos modificados começarão a ser liberados em 19 bairros de Uberlândia, entre eles Custódio Pereira, Daniel Fonseca, Granada e Morumbi. Essa liberação deve beneficiar aproximadamente 350 mil moradores.

A técnica Wolbachia já impactou cerca de 5 milhões de pessoas em distintas regiões, com a previsão de que esse número chegue a 70 milhões nos próximos anos. O Ministério da Saúde agora reconhece oficialmente essa tecnologia como parte das estratégias nacionais para o combate às arboviroses, buscando assim uma melhoria na saúde pública em todo o país.

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