08/02/2026
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Estudo revela que estresse no trabalho impacta saúde mental de muitos brasileiros

Cerca de 66% dos trabalhadores no país relataram que o estresse no trabalho afetou sua saúde mental. Essa informação vem do estudo “Saúde Mental em Foco: Desafios e Perspectivas dos Trabalhadores”, realizado pela Vittude, que é uma plataforma de soluções em saúde mental, em parceria com a Opinion Box, uma empresa de pesquisa de mercado. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas maiores de 16 anos de diversas regiões do país.

Os dados revelam que, por trás desses números, existem histórias de desgaste físico e emocional, além de problemas de qualidade de vida. Tatiana Pimenta, CEO da Vittude, destaca que as empresas precisam entender o papel crucial que o ambiente de trabalho desempenha na saúde dos funcionários. Ela menciona que a saúde mental deve ser considerada um elemento integral na gestão de recursos humanos. Isso se torna ainda mais relevante com a atual atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1).

Apesar dos desafios, muitos participantes do estudo se avaliaram positivamente em relação à saúde mental. Em uma escala de 1 a 5, 38% dos entrevistados deram nota 4, e quase 29% atribuíram a nota máxima, mas 7,2% se declararam em situação crítica, o que indica a existência de um problema que não deve ser ignorado.

Além disso, a pesquisa mostra que há uma forte aceitação da psicoterapia entre os trabalhadores: 46,3% acreditam que todos deveriam ter acompanhamento psicológico. Porém, a realidade mostra que 73,2% dos respondentes não estão em tratamento. Dentre aqueles que não buscam ajuda, 48% dizem não sentir necessidade, 34,5% mencionam dificuldades financeiras, e 18% apontam a falta de tempo como impedimento.

Para os que realizam terapia, 28% utilizam plano de saúde e 7,5% têm o custo coberto pela empresa, mas a maioria paga do próprio bolso. Os gastos variam: 19,2% pagam entre R$100 e R$200 por mês, 14,7% gastam entre R$301 e R$500, enquanto 11% pagam entre R$201 e R$300 mensalmente.

O estudo também avaliou a satisfação dos funcionários em relação às políticas de saúde mental nas empresas. O Net Promoter Score (NPS) resultou em -19, indicando uma insatisfação geral com as estratégias adotadas nesse campo. Quase 46% dos entrevistados não recomendariam seus locais de trabalho como locais que promovem a saúde mental. Além disso, 32% afirmaram que suas empresas não possuem iniciativas para tratar do tema. Entre as ações existentes, foram citadas políticas contra discriminação e assédio (26,5%), palestras e webinares (22,8%), terapias via plano de saúde (19,7%) e comitês de bem-estar (19,4%).

Outra parte do estudo analisou o impacto dos diferentes modelos de trabalho na saúde mental dos trabalhadores. Com 74% atuando de forma presencial, a maioria (48,1%) preferiu um modelo híbrido flexível. Para essa categoria, 63,3% relataram uma avaliação positiva da saúde mental, atribuindo notas de bem-estar entre 4 e 5. Em contraste, somente 11,4% dos trabalhadores em regime totalmente remoto se disseram saudáveis, indicando que o trabalho remoto pode contribuir para o isolamento e dificuldades na saúde mental.

Por fim, 78,2% dos trabalhadores expressaram preferência por empresas que oferecem programas de saúde mental, e 92,4% acreditam que essa questão precisa ser tratada com mais seriedade. Tatiana destaca que esses resultados sinalizam uma mudança de perspectiva. Para ela, cuidar da saúde mental dos colaboradores é essencial para garantir um bom desempenho e sustentabilidade nos negócios. Ela conclui que empresas com programas estruturados de saúde mental conseguem reduzir significativamente os problemas de adoecimento, afastamentos e rotatividade, enfatizando que investir nesse aspecto é uma forma de fortalecer a reputação e o propósito da organização.

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