08/02/2026
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Observatório de saúde da população negra é criado para combater desigualdades

Lançamento do Observatório de Saúde da População Negra

Na terça-feira, 18 de novembro, foi lançado o Observatório de Saúde da População Negra, uma iniciativa importante para promover a equidade na saúde no país. O projeto, que integra esforços da Fiocruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Ministério da Saúde, visa monitorar e avaliar políticas públicas voltadas para a saúde da população negra.

O Observatório foi desenvolvido por meio de um trabalho colaborativo que envolveu gestores, pesquisadores, trabalhadores da saúde e movimentos sociais. Ele se baseia na ideia de “Saúde sem racismo” e serve como um canal para disseminar informações científicas, artísticas e culturais, apoiando a tomada de decisão e promovendo a equidade racial.

Durante a cerimônia de lançamento, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, enfatizou a importância do observatório como um marco para a civilização no país. Ele reconheceu a persistência das desigualdades sociais e reforçou que a iniciativa será fundamental para aprimorar as políticas voltadas para a população negra. Segundo ele, a produção de dados científicos pode ajudar a desmistificar temas importantes da saúde pública, como moradia, segurança e acesso a serviços de saúde.

Marco Menezes, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, destacou que o Observatório está sendo construído de forma coletiva e diversificada. Ele vê a iniciativa como um importante instrumento para movimentos sociais e a promoção do controle social, afirmando que a luta pela igualdade racial é essencial no atual cenário do país.

Marly Cruz, coordenadora do Observatório e vice-presidente da Fiocruz, ressaltou a relevância do Novembro Negro, período que enfatiza tanto as celebrações quanto as lutas antirracistas. Ela destacou que as atuais políticas frequentemente silenciam as necessidades da população negra e defendeu que reparações estruturais e a união social são críticas para avançar as oportunidades e fortalecer a iniciativa.

Márcia Alves, também coordenadora do Observatório, falou sobre a importância de honrar a memória da população negra e ressaltou que o projeto vai além de uma simples estrutura institucional; é uma mobilização contínua que requer a participação de diferentes esferas do governo.

O evento teve a presença de diversos representantes, como Hilda Gomes, que mencionou o papel do Observatório como um divisor de águas na luta pela equidade étnico-racial, e Luis Eduardo Batista, que ressaltou sua relevância para o monitoramento de dados étnico-raciais. Outros participantes reforçaram a importância da construção coletiva para a implementação de políticas públicas eficazes.

Além do lançamento, o site do Observatório foi apresentado, incluindo um painel que reúne dados sobre a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). O painel fornecerá respostas dos municípios e estados sobre suas ações em relação às diretrizes da política. No entanto, alguns participantes expressaram preocupações sobre a falta de cuidado adequado, especialmente em relação à população negra.

O site também contará com a “Negrapedia”, um espaço colaborativo para a produção e compartilhamento de conhecimentos sobre a saúde da população negra, além de “Mapas falantes”, que representarão simbolicamente os territórios e as vivências das comunidades.

O Observatório visa não apenas coletar dados, mas também integrá-los à realidade das comunidades, tornando a informação acessível e útil para a formulação de políticas públicas. O trabalho colaborativo e a participação ativa de todos os envolvidos serão essenciais para garantir o sucesso da iniciativa a longo prazo.

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