01/02/2026
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Canaaneu: chaleira em forma de carneiro descoberta em Israel

Artefatos da Idade do Bronze Revelam a Vida Canaanita

Recentemente, arqueólogos descobriram um incrível recipiente em forma de carneiro, uma miniatura de templo e um dos mais antigos lagares de vinho já encontrados na região de Tel Megiddo, ao norte de Israel. Esses artefatos foram encontrados durante escavações da Autoridade de Antiguidades de Israel, que estavam realizando trabalhos antes da construção de uma nova estrada. Eles datam de milênios atrás e ajudam a entender melhor a vida dos antigos cananeus.

O Que Foi Encontrado?

O vaso em forma de carneiro e a figura do templo têm cerca de 3.300 anos. Já o lagar de vinho é ainda mais antigo, datando de quase 5.000 anos. Durante a escavação, também foram encontrados os restos de construções residenciais próximas ao lagar, sugerindo que ele desempenhou um papel significativo na vida cotidiana em Tel Megiddo, cidade também conhecida como Armageddon na Grécia antiga.

O Vaso em Forma de Carneiro

O vaso, que remonta à Idade do Bronze Tardia, foi desenterrado junto com algumas pequenas tigelas. O destaque desse vaso é seu formato de carneiro, com um bico que se assemelha à cabeça do animal. Quando inclinado, o líquido, seja leite, óleo ou vinho, poderia ser derramado pela boca do carneiro em pequenas tigelas, deixando-as como ofertas votivas.

Uma tigela pequena fixada ao corpo do carneiro funcionava como um funil. Outra tigela, que tinha uma alça, provavelmente servia para derramar o líquido durante cerimônias. Os pesquisadores sugerem que os cananeus enterraram o vaso e as tigelas como parte de rituais, possivelmente em oferta aos deuses.

Cerimônias e Ofertas

Essas práticas de enterrar objetos como ofertas à divindade eram comuns entre os cananeus, especialmente para animais que eram considerados de grande valor, como carneiros, burros e cabras. Outras descobertas de objetos enterrados em pequenos fossos reforçam a ideia de que essas ofertas eram feitas em um altar ao ar livre, um rochedo que os habitantes locais utilizavam para rituais.

A Miniatura de Templo

Neste mesmo local, arqueólogos também descobriram uma figura de templo em miniatura, aproximadamente do tamanho de um brinquedo de casa de bonecas. Este pequeno templo pode oferecer detalhes sobre a arquitetura dos verdadeiros templos cananeus durante a Idade do Bronze Tardia.

O Lagar de Vinho: Uma Descoberta Importante

Além do vaso e da figura do templo, a equipe também encontrou um lagar de vinho que data de 5.000 anos. Esses lagares não são raros na região, mas a maioria nunca foi encontrada em estado tão antigo. Até agora, havia apenas indícios indiretos da produção de vinho a partir de 5.000 anos atrás, mas este lagar é a evidência clara que os pesquisadores esperavam.

A descoberta do lagar também revelou várias construções residenciais ao redor, indicando que ele era essencial para a comunidade que habitava os arredores de Tel Megiddo. A cidade, que tem um histórico de ocupação que remonta a 7.000 a.C., foi um ponto central religioso, comercial e político durante as eras do Bronze e do Ferro.

A Importância de Tel Megiddo

Tel Megiddo é um local arqueológico que passou por diversas escavações ao longo do último século. Além de ser um centro importante, acredita-se que tenha inspirado a narrativa do livro de Apocalipse na Bíblia, onde ocorre a batalha final entre Deus e seus inimigos nos tempos do fim. No entanto, pouco se sabia sobre a vida dos cananeus que viviam nas proximidades.

Com as recentes descobertas do vaso, da figura do templo e do lagar de vinho, agora podemos entender melhor a vida cotidiana dos cananeus nessa região histórica.

Conclusão

Esses fascinantes achados arqueológicos revelam não apenas a vida dos cananeus, mas também suas práticas culturais e religiosas. O vaso em forma de carneiro, a miniatura de templo e o lagar de vinho ajudam a contar a história de um povo profundamente conectado à sua terra e à sua fé. Cada item encontrado oferece um vislumbre do passado e nos faz refletir sobre como esses antigos habitantes interagiam com seus deuses e com a sociedade.

Essas descobertas são um lembrete de que a história é rica em detalhes e que cada fragmento do passado tem o poder de nos ensinar sobre nossas origens e a evolução de nossas culturas ao longo do tempo.

Esse tipo de pesquisa é fundamental para preservar e entender nosso patrimônio histórico, revelando a importância de cuidar e valorizar os vestígios que permanecem de civilizações antigas. Ao continuarmos a explorar e aprender, podemos manter viva a memória da rica herança cultural que nos conecta a essas sociedades do passado.

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