21/03/2026
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Cometa 3I/ATLAS pode ter sua trajetória alterada por gigante

Cometa 3I/ATLAS pode ter trajetória desviada por gigante

Um estudo recente analisou o cometa interestelar 3I/ATLAS e revelou que ele terá um encontro importante com planetas do Sistema Solar antes de deixar nosso sistema em 2026. Essa passagem pode até mudar sua trajetória.

Os pesquisadores realizaram simulações dinâmicas para entender o caminho que o cometa percorreu ao longo de bilhões de anos e prever seu trajeto futuro. O 3I/ATLAS foi descoberto em julho de 2025 pelo Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS). O cometa viaja a uma velocidade de cerca de 58 km/s, o que é anômalo para cometas nativos, indicando que ele tem origem fora do Sistema Solar.

Este cometa é o terceiro objeto interestelar já registrado, após o asteroide 1I/‘Oumuamua e o cometa 2I/Borisov. Apesar de algumas especulações infundadas sobre sua origem extraterrestre, não há evidências que sustentem essa teoria. O interesse nos cometas interestelares se dá, principalmente, pela possibilidade de eles fornecerem informações sobre a formação de sistemas planetários em outras partes da galáxia.

Os pesquisadores Goldy Ahuja e Shashikiran Ganesh modelaram a trajetória do 3I/ATLAS, buscando responder a perguntas sobre sua origem e o caminho que ele percorreu até chegar ao nosso sistema. Uma teoria sugere que o cometa possa ter se originado de uma estrela localizada no “disco espesso” da Via Láctea, uma área composta por estrelas mais antigas. As simulações indicam que esse cometa pode ter sido expulso de um sistema planetário há muito tempo, possivelmente há bilhões de anos, o que o torna um objeto de grande interesse para o estudo da galáxia.

As análises também revelaram que, nos últimos 10 milhões de anos, o cometa não teria se aproximado significativamente de outras estrelas, apresentando um histórico de solitário há cerca de 10 bilhões de anos. Embora sua trajetória atual esteja alinhada com a do disco fino — onde se localiza o nosso Sol —, sua idade e trajetória indicam ligações com a transição entre discos finos e espessos.

Os cálculos dos pesquisadores apontam que o 3I/ATLAS veio da constelação de Sagitário e deve seguir em direção à constelação de Gêmeos. Esta conclusão se baseia em 500 simulações estatísticas, considerando pequenas variações nos parâmetros de sua órbita.

Um dos focos do estudo foi avaliar como o cometa será afetado pela gravidade de Marte e Júpiter durante sua passagem pelo Sistema Solar. Especial atenção foi dada a Júpiter, cujo grande campo gravitacional pode ter um impacto significativo no trajeto do cometa. De acordo com as simulações, em 16 de março de 2026, o cometa passará próximo do limite da área de influência gravitacional de Júpiter. Essa aproximação pode causar uma leve alteração em seu percurso.

Além das interações gravitacionais, fatores não gravitacionais como jatos de gás e a pressão da radiação solar também podem influenciar a trajetória do 3I/ATLAS. O estudo sugere que pequenas acelerações não teriam um impacto significativo, mas forças mais intensas poderiam modificar seu caminho futuro.

Os pesquisadores identificaram o período mais favorável para observações do cometa, que deve ocorrer entre 9 e 22 de março de 2026, quando a sonda Juno da NASA, que orbita Júpiter, estará em uma posição vantajosa para captar imagens e dados sobre o 3I/ATLAS. Essa janela de observação vai ser crucial para aprimorar o entendimento sobre este intrigante objeto interestelar.

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