24/02/2026
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Substância da lenda de Ação de Graças é encontrada em asteroide

Cientistas encontram substância de lenda de Ação de Graças em asteroide

Descoberta de Triptofano em Asteroide Pode Revele a Origem da Vida na Terra

O triptofano, um aminoácido essencial frequentemente associado à sonolência após o consumo de peru, foi identificado no asteroide Bennu, que passa próximo da Terra a cada seis anos. Esta descoberta é resultado da missão OSIRIS-REx da NASA, que coletou amostras de rochas e poeira do asteroide em 2020 e trouxe o material para a Terra em 2023. Após a chegada, a amostra foi analisada por cientistas de diversas partes do mundo.

A importância de Bennu para a ciência se deve ao fato de que sua composição química reflete as condições do Sistema Solar primitivo, o que pode ajudar a entender as origens da vida. Pesquisas anteriores já haviam encontrado 14 dos 20 aminoácidos essenciais para a formação de proteínas, além de cinco nucleobases que compõem o DNA e o RNA.

Além de Bennu, aminoácidos também foram encontrados em outro asteroide, Ryugu, coletado pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial. Essa evidência crescente sugere que asteroides podem ter trazido ingredientes fundamentais para a vida à Terra.

A análise das amostras de Bennu revelou, de forma confiável, a presença de triptofano, elevando para 15 o número de aminoácidos encontrados no asteroide. José Aponte, um dos autores do estudo, destacou que a descoberta é significativa, pois o triptofano é um dos aminoácidos mais complexos, nunca antes detectado em meteoritos ou amostras espaciais.

A análise também mostra que a presença do triptofano sugere que os elementos necessários para a vida poderiam ter sido produzidos no espaço desde o início do Sistema Solar, facilitando assim o surgimento da vida.

Características de Bennu

Bennu, cujo nome é inspirado em uma deidade egípcia associada ao sol e renascimento, mede cerca de 500 metros de largura. Este asteroide é considerado um fragmento de um corpo maior que se desintegrou há entre 2 bilhões e 700 milhões de anos. Ele se formou no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e traz consigo a história do Sistema Solar, que se originou há aproximadamente 4,5 bilhões de anos.

Bennu tem orbitado próximo à Terra por cerca de 1,75 milhão de anos e existe uma estimativa de que possa colidir com nosso planeta em 2182, embora as chances de isso acontecer sejam de 1 em 2.700, ou cerca de 0,037%.

O material de Bennu se originou de supernovas, explosões de estrelas antigas, e foi transformado por calor intenso e radiação do sol. Além do triptofano, o asteroide também contém amônia e outros minerais, que podem ser fundamentais para a formação de aminoácidos, embora ainda não representem vida.

Pesquisadores liderados por Angel Mojarro afirmam que essas descobertas são “peças de um quebra-cabeça” que indicam que muitos blocos básicos da vida podem se formar naturalmente em asteroides ou cometas. Eles acreditam que a descoberta do triptofano expande as possibilidades sobre os aminoácidos que podem ser encontrados no espaço e que poderiam ter sido enviados à Terra.

Importância da Pesquisa

Embora 33 aminoácidos já tenham sido identificados em Bennu, apenas 14 deles são utilizados por organismos vivos na formação de proteínas. O triptofano se encaixa nesse grupo e é considerado um aminoácido essencial, pois não pode ser produzido pelo corpo humano e deve ser obtido por meio da alimentação.

Mais testes serão realizados para confirmar a presença de triptofano nas amostras analisadas, que pesavam apenas 50 miligramas. Entretanto, especialistas acreditam que a descoberta é legítima, já que as amostras de Bennu chegaram à Terra em um estado impecável, sem os danos geralmente causados pela entrada atmosférica.

A coleta direta do material permitiu que os cientistas evitassem as contaminações que ocorrem com meteoritos que caem na Terra. A qualidade das amostras obtidas pela missão OSIRIS-REx é considerada uma cápsula do tempo que proporciona uma visão mais clara do Sistema Solar primitivo.

A nova pesquisa reforça a importância das missões de retorno de amostras, já que, apesar da vasta quantidade de meteoritos em laboratórios, ainda é necessário ter acesso a material fresco e sem contaminações para obter um entendimento completo sobre a química do Sistema Solar.

Se a química que ocorreu no início do Sistema Solar pode produzir as mesmas moléculas que formam a vida atualmente, isso sugere uma conexão profunda entre os processos que levaram à vida na Terra. A descoberta do triptofano em Bennu adiciona mais informações à complexidade das moléculas que podem ser encontradas no espaço, mostrando que asteroides podem ter sido fornecedores importantes de materiais essenciais para a vida primitiva na Terra.

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