24/03/2026
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Seminário sobre saúde prisional é promovido pela secretaria da saúde

Na quinta-feira (27), diversos profissionais e representantes de instituições que atuam na saúde prisional se reuniram no auditório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para participar do 1° seminário de saúde prisional. O evento contou com a presença de profissionais de saúde, gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), membros do sistema penitenciário, acadêmicos, além de representantes de organizações não governamentais (ONGs), da Defensoria Pública e do Ministério Público.

O principal objetivo do seminário foi promover um debate sobre os desafios e os avanços na área da saúde dentro do sistema prisional do Maranhão. Os participantes puderam trocar conhecimentos e refletir de forma crítica sobre a saúde das pessoas que estão privadas de liberdade.

Paula Ramos Penha, coordenadora de Atenção à Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), destacou a importância do encontro para encontrar estratégias que garantam cuidados adequados a todos nos espaços prisionais. Ela mencionou que o governador Carlos Brandão e o secretário Tiago Fernandes têm buscado integrar as políticas públicas de saúde para promover bem-estar aos detentos.

A técnica referência em Saúde Prisional do Ministério da Saúde, Ethel Proença Braga, elogiou a iniciativa do seminário e ressaltou que o evento é um marco importante para reconhecer práticas que visam melhorar os serviços de saúde dentro das prisões. Ela expressou sua gratidão pelo convite, mencionando que esse momento é um exemplo do comprometimento de diferentes setores para a melhoria da saúde das pessoas encarceradas.

Kelly Cristina Carvalho, secretária Adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária, explicou que o governo do Maranhão tem avançado significativamente na atenção à saúde dentro do sistema prisional nos últimos dez anos. De acordo com ela, o número de equipes de saúde aumentou de 11 para 31, e o total de atendimentos saltou de 24.000 para 64.000, com mais cobertura médica, de enfermagem e odontológica.

Ela enfatizou que esse crescimento das equipes de saúde permite um melhor acesso ao cuidado integral das pessoas presas, que são parte da sociedade e, eventualmente, voltarão a conviver com a população. Por isso, é essencial garantir seus direitos dentro e fora das prisões.

Os participantes do seminário discutiram uma variedade de temas relevantes para a saúde no sistema prisional. Dentre os assuntos abordados, estavam atendimentos para doenças comuns, como HIV, Aids, sífilis, tuberculose, hipertensão e diabetes; saúde mental e uso abusivo de substâncias; e cuidados específicos para mulheres privadas de liberdade e grupos vulneráveis. O objetivo era encontrar novas estratégias para promover a saúde integral nas unidades prisionais.

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