O Telescópio Gemini Sul, localizado no Chile, recentemente capturou uma imagem impressionante de uma nebulosa que tem o formato de uma borboleta. Essa nebulosa é oficialmente chamada de NGC 6302 e está situada na constelação de Escorpião, a uma distância que varia entre 2.500 e 3.800 anos-luz da Terra.
A imagem foi divulgada pela NoirLab, um laboratório da Fundação Nacional de Ciência (NSF). O que faz essa nebulosa se destacar é seu formato peculiar, que levou a ser apelidada de “borboleta cósmica”. Essa nomenclatura chama a atenção tanto de astrônomos quanto de entusiastas da astronomia.
No centro da nebulosa se encontra uma estrela anã branca, que, em um estágio avançado de sua vida, expeliu suas camadas externas de gás. Esses gases expulsos estão dispostos de maneira que formam as “asas” da borboleta, e o calor da estrela faz com que esses gases brilhem visivelmente, criando essa beleza estelar.
Para comemorar os 25 anos de funcionamento do Observatório Internacional Gemini, estudantes chilenos escolheram essa nebulosa como alvo para suas observações, contribuindo assim para a valorização da ciência e da astronomia na educação.
A descoberta da NGC 6302 é atribuída, em parte, ao estudo do astrônomo americano Edward E. Barnard, que conduziu pesquisas sobre esse objeto cósmico em 1907. Embora não se saiba a data exata da sua descoberta, o trabalho de Barnard é fundamental para o reconhecimento de sua existência.
Esse acontecimento ressalta a importância da investigação espacial e como novas tecnologias nos permitem vislumbrar a beleza e a complexidade do universo. A imagem da “borboleta cósmica” serve como uma inspiração e um convite para que mais jovens se interessem pelas ciências e pelo estudo dos astros.