09/02/2026
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Prevenção da hipocalcemia melhora saúde e rentabilidade do gado

Hipocalcemia em Vacas: Um Desafio para a Pecuária Leiteira

A hipocalcemia, conhecida como febre do leite, é uma doença que afeta principalmente vacas leiteiras. É uma condição que pode ter consequências sérias para a produção de leite e, por isso, exige atenção redobrada dos pecuaristas.

Essa enfermidade, que se caracteriza pela baixa concentração de cálcio no sangue das vacas, pode levar a uma redução significativa na quantidade e na qualidade do leite produzido. Além disso, a hipocalcemia aumenta os riscos de complicações como retenção de placenta, deslocamento de abomaso e mastite. Em casos extremos, a doença pode resultar na morte do animal.

A hipocalcemia pode manifestar-se de duas maneiras: a forma clínica, que apresenta sinais visíveis como tremores e paralisia, e a forma subclínica, que não apresenta sintomas externos. A forma subclínica é especialmente preocupante, pois pode afetar até 50% das vacas após o parto sem que o proprietário perceba. Isso compromete a imunidade do animal e seu rendimento na produção de leite.

De acordo com profissionais da área, um único caso de hipocalcemia subclínica pode causar um prejuízo de cerca de 700 reais ao produtor. Esse valor evidencia a importância de um monitoramento eficaz e de estratégias preventivas nas fazendas.

Para evitar a doença, a alimentação das vacas é um fator crucial. Recomenda-se que elas recebam uma dieta aniônica ou acidogênica durante o período pré-parto. Este tipo de dieta ajuda a preparar o organismo do animal para as exigências nutricionais após o parto. Mesmo com cuidados adequados, muitas vacas ainda podem enfrentar dificuldades, tornando assim essencial a administração de suplementos de cálcio logo após o parto.

Os veterinários ressaltam que a prevenção da hipocalcemia não depende de uma única ação, mas sim de uma abordagem integrada que envolva várias práticas de manejo e alimentação. Quando as fazendas implementam processos eficazes, os resultados positivos refletem tanto na saúde do rebanho quanto na rentabilidade.

Eduardo Pires, médico-veterinário e especialista em grandes animais, destaca a importância de fortalecer as rotinas na fazenda, medir resultados e investir na capacitação das equipes. Isso não apenas melhora a competitividade do setor, mas também garante que o leite produzido chegue ao consumidor com qualidade e segurança, promovendo o bem-estar dos animais ao longo de suas vidas.

Assim, fica claro que o acompanhamento contínuo e as boas práticas na alimentação e manejo são essenciais para combater a hipocalcemia e garantir uma produção leiteira saudável e sustentável.

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