07/02/2026
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Renê afirma que casamento não superou o crime

Renê diz acreditar que casamento não ‘resistiu’ ao crime

O casamento entre Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado da morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, e a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira pode estar em crise. A informação foi revelada por Renê durante uma audiência de instrução realizada na manhã de uma quarta-feira. Durante o processo, ele falou mais sobre sua vida pessoal do que sobre o crime em si.

Laudemir foi morto a tiros no dia 11 de agosto, no Bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. A investigação aponta que Renê ficou irritado com um caminhão de coleta de lixo enquanto dirigia. Após uma discussão, ele saiu do carro e, armado, atirou contra a vítima, atingindo-a no abdômen. Laudemir foi levado ao Hospital Santa Rita, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu devido a uma hemorragia interna.

Na audiência, Renê foi ouvido pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, após o depoimento de quatro testemunhas. Ele não respondeu perguntas sobre o crime, mas compartilhou detalhes sobre sua vida, incluindo um período de isolamento devido à doença de seu irmão. Renê também se defendeu de comparações feitas pela imprensa, sustentando que seus diplomas acadêmicos são legítimos. Ele ainda afirmou sentir que está sendo perseguido, sem certeza sobre a continuidade de seu casamento com a delegada, que enfrenta acusações de porte ilegal de arma.

A defesa de Renê alega que, após dois dias de audiência, ficou claro que ele não foi identificado de maneira legal, e que um transeunte recolheu os projéteis, o que comprometeu a validade da prova. Os advogados também trouxeram à tona que o acesso ao celular de Renê foi feito sem comunicar sua defesa, o que violaria o princípio de não autoincriminação. Um pedido para anular as provas com base nessa quebra de sigilo foi negado.

Sobre os detalhes do crime, no dia do incidente, a equipe de coleta de lixo estava na Rua Modestina de Souza quando ocorreu a altercação. O motorista do caminhão, Eledias Aparecida Rodrigues, tentava manobrar para liberar a passagem e se comunicou com Renê, que reagiu de forma hostil. Após a troca de palavras, Renê estacionou, pegou sua arma e disparou contra Laudemir. A polícia encontrou um projétil de munição calibre .380 no local e, horas depois do crime, prendeu Renê em um estacionamento.

Um inquérito da Corregedoria da Polícia Civil revelou que a delegada Ana Paula tinha conhecimento da situação do marido antes de sua prisão. Informações do inquérito mostram que ela fez diversas buscas em registros de ocorrências, filtrando dados sobre Renê e o carro utilizado no crime. Investigadores conseguiram recuperar mensagens trocadas entre os dois, levando à sua indiciamento por prevaricação, pois ela não acionou as autoridades. O advogado de Ana Paula afirmou que problemas de saúde impediram uma defesa adequada durante o inquérito.

Renê permanece preso no Presídio de Caeté, em Grande Belo Horizonte, enquanto o caso continua a ser analisado pelas autoridades.

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