O governo de Rondônia promoveu uma série de oficinas voltadas para a capacitação de profissionais da saúde na proteção e atendimento a vítimas de violência sexual. Mais de mil trabalhadores de áreas de saúde de cidades como Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena participaram dessa iniciativa, que visa fortalecer a rede de atendimento em todas as sete regiões de saúde do estado.
A ação é parte de uma estratégia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em colaboração com o Conselho Estadual de Saúde (CES) e a Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (CISMU). O objetivo é integrar essas ações ao Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que abrange o período de 2025 a 2035, além de se alinhar com o Plano Estadual de Saúde.
As oficinas, organizadas pela Coordenadoria de Atenção Materno-Infantil da Sesau e pela CISMU, buscam estabelecer uma linha de cuidado que assegure um atendimento humanizado, ágil e descentralizado. Wanessa Carvalho, coordenadora da iniciativa, destacou a importância desse trabalho contínuo, afirmando que ele está salvando vidas e fortalecendo os serviços de saúde no estado. Ela citou a criação de salas de acolhimento humanizado, como a sala Lilás em Vilhena, como um exemplo do progresso alcançado.
As oficinas não apenas qualificam os profissionais, mas também ajudam a estruturar os fluxos de atendimento nas unidades de saúde, que vão desde a primeira entrada até o acompanhamento especializado das vítimas. A Sesau desenvolveu um modelo que organiza o cuidado em três níveis, assegurando atenção contínua durante todas as etapas do processo.
O secretário de Estado da Saúde, Jeferson Rocha, ressaltou o compromisso do governo em fortalecer essa rede de cuidado, que ele considera fundamental. O objetivo é garantir um atendimento rápido, humanizado e seguro às vítimas, além de aumentar o acesso a ações preventivas, como vacinação contra HPV e contracepção de emergência. Segundo Rocha, Rondônia avança com responsabilidade e sensibilidade nas questões de saúde.
Para o próximo ano, o planejamento inclui o monitoramento das redes de enfrentamento à violência contra mulheres e a realização de visitas técnicas aos serviços que serão implantados para o atendimento às vítimas. Isso demonstra o compromisso do governo em continuar melhorando o suporte e a proteção às mulheres em situação de violência.