09/02/2026
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Estudo aponta riscos à saúde de smartphones para menores de 12 anos

Qual a Idade Ideal para Dar um Smartphone ao Seu Filho?

Muitos pais enfrentam a dúvida sobre quando é o momento certo de presentear seus filhos com um smartphone. Entre os constantes pedidos dos pré-adolescentes e os estudos que alertam sobre os riscos do uso excessivo desses dispositivos, as preocupações são grandes. Um recente estudo reforça a ideia de que pode ser mais seguro esperar.

A pesquisa, publicada na revista Pediatrics, analisou dados de mais de 10.500 crianças que participaram do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente, um dos maiores estudos de longo prazo sobre desenvolvimento infantil. Os resultados mostram que crianças que recebem um smartphone aos 12 anos têm mais chances de desenvolver depressão, obesidade e problemas de sono em comparação com as que não têm acesso a esses aparelhos.

Os pesquisadores observaram que quanto mais cedo a criança ganha um smartphone, maior o risco de obesidade e de uma qualidade de sono inadequada. Eles também examinaram um grupo de crianças que não tinham telefone até os 12 anos e descobriram que, após um ano, aquelas que começaram a usar um aparelho apresentavam sintomas mais severos de problemas de saúde mental e qualidade de sono do que as que não tinham.

O Dr. Ran Barzilay, principal autor do estudo e psiquiatra infantil, alerta que dar um celular a uma criança é uma decisão importante e que deve ser feita com cuidado, considerando a saúde dela.

Compreendendo os Riscos

Embora o estudo comprove apenas uma associação e não uma relação direta entre o uso de smartphones e problemas de saúde, ele se baseia em dados que indicam que jovens com acesso a esses dispositivos tendem a socializar menos pessoalmente, fazer menos exercícios e dormir pior – fatores essenciais para o bem-estar. A adolescência é uma fase delicada, onde pequenas mudanças podem ter impactos duradouros na saúde mental e física.

O Dr. Barzilay ressalta que a intenção do estudo não é criticar pais que já deram celulares para seus filhos, mas sim reconhecer que o contexto em que cada criança se encontra é significativo. A pesquisa revela que a idade média em que crianças ganharam seu primeiro smartphone foi de 11 anos. Quase todos os adolescentes afirmam ter acesso a esses dispositivos nos Estados Unidos.

A Questão do Tempo

A professora assistente de psiquiatria Jacqueline Nesi aponta que o estudo não consegue comprovar que os smartphones causam danos diretamente. Ela lembra que é difícil estabelecer evidências concretas, mas acredita que as descobertas podem incentivar os pais a adiarem a entrega de smartphones.

Para Nesi, os responsáveis não devem esperar por provas perfeitas; confiar na intuição e implementar limites é fundamental. Trazer um dispositivo que oferece acesso irrestrito à internet pode ser um risco importante para os jovens.

Importância do Sono

Os efeitos negativos dos smartphones nas crianças ainda estão sendo debatidos, mas há um consenso de que esses dispositivos podem afetar o sono. O Dr. Jason Nagata, pediatra da Universidade da Califórnia, indica que um estudo recente revelou que 63% das crianças de 11 a 12 anos têm um dispositivo eletrônico em seu quarto, e quase 17% reportaram ter sido acordados por notificações do celular. Retirar os celulares do quarto durante a noite é uma prática recomendada para reduzir esses impactos.

No entanto, Nagata admite que essa é uma dificuldade enfrentada por muitas famílias.

O Dr. Barzilay também compartilha sua experiência pessoal, mencionando que dois de seus três filhos ganharam smartphones antes dos 12 anos, mas seu filho de 9 anos ainda não receberá um.

Considerações Finais

Ele incentiva os pais a estarem atentos aos dados sobre os riscos de dar smartphones precocemente. É essencial lembrar que não todas as crianças que têm um smartphone enfrentam problemas, mas é responsabilidade dos pais e da sociedade pensar juntos sobre esse assunto. O momento da introdução do smartphone pode fazer diferença significativa na vida dos jovens.

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