As pais, sabemos como as crianças aprendem rápido a usar tecnologia — mais rápido do que conseguimos perguntar “quem baixou isso?”. Muitos aplicativos parecem inofensivos ou até educativos, mas, por trás das danças da moda, filtros engraçados e ícones coloridos, existem riscos que nem sempre são claros.
Alguns dos aplicativos mais perigosos para as crianças permitem que estranhos mandem mensagens diretamente. Outros expõem a conteúdos impróprios, incentivam a comparação social ou coletam dados demais. Não estamos aqui para alarmar, mas sim para conscientizar. Quando entendemos o que é arriscado, conseguimos tomar decisões melhores, estabelecer limites e manter conversas abertas com nossos filhos à medida que crescem.
A seguir, listamos 11 aplicativos que os pais devem prestar atenção e, talvez, até considerar deletar dos aparelhos das crianças. Para saber mais sobre aplicativos seguros e conteúdo online, você pode conferir guias sobre diversão familiar virtual.
Por que alguns aplicativos são perigosos para as crianças?
As crianças não têm a mesma habilidade que os adultos para identificar sinais de perigo. Aplicativos inseguros podem abrir portas para:
- Estranhos enviando mensagens ou fazendo grooming (construindo relacionamentos para explorar);
- Exposição a conteúdos sexuais, violência ou discurso de ódio;
- Cyberbullying e pressão dos colegas;
- Questões de privacidade e rastreamento de dados;
- Vício em rolagem de tela e problemas de saúde mental.
Sinais de alerta para procurar em qualquer aplicativo:
Fique atento a:
- Mensagens anônimas ou privadas;
- Fotos ou vídeos que desaparecem;
- Compartilhamento de localização ou transmissões ao vivo;
- Ausência de verificação de idade;
- Chats criptografados que os pais não conseguem monitorar.
Quais são os aplicativos mais perigosos para crianças hoje em dia?
Aqui estão 11 aplicativos que muitos pais veem nos celulares atualmente – e por que podem ser inseguros para crianças e adolescentes.
1. Snapchat
O Snapchat parece divertido com seus filtros engraçados, mas as mensagens desaparecem depois que são abertas, dificultando o rastreamento de capturas de tela ou casos de bullying. O recurso Snap Map pode mostrar a localização exata da criança para amigos, e até estranhos, se as configurações de privacidade não estiverem ajustadas. Ele é um dos aplicativos que os predadores mais procuram, pois esconde conversas facilmente.
2. TikTok
Tem muitos vídeos fofos de gatinhos e jovens dublando músicas… mas também há conteúdos para adultos, linguagem imprópria e tendências perigosas que viralizam em segundos. Mesmo com restrições, o algoritmo pode apresentar conteúdos sugestivos. As crianças que postam podem se sentir pressionadas a conseguir curtidas e visualizações, o que as leva a comparações e comportamentos arriscados para tentar ficar famosas.
3. Discord
Originalmente feito para gamers, o Discord se tornou um espaço social com servidores privados, chats de voz e DMs. Muitos desses espaços não têm moderação, o que significa que as crianças podem entrar em grupos e se expor a conteúdos impróprios ou pessoas com más intenções. As conversas ocorrem rapidamente, dificultando a supervisão.
4. Instagram
Navegar por vidas “perfeitas” pode afetar a saúde mental. Filtros, padrões de beleza e a cultura dos influenciadores podem aumentar a ansiedade e a comparação. As crianças também podem receber mensagens inapropriadas ou acabar se deparando com conteúdos além de sua maturidade pelo recurso Explorar ou Reels.
5. Kik
O Kik é conhecido por permitir conversas anônimas — algo preocupante. Com poucos controles parentais, estranhos podem se conectar rapidamente. Ele já foi associado a casos de grooming e é usado frequentemente para contatar menores, já que as conversas são difíceis de rastrear.
6. Omegle
A proposta do Omegle é conversar com estranhos por vídeo ou texto, sem filtros, verificações de idade ou moderação. As crianças podem ser expostas a conteúdos impróprios em questão de minutos, às vezes até segundos. Este é um daqueles aplicativos que os pais devem excluir imediatamente.
7. Roblox
As crianças adoram Roblox, mas a maioria dos jogos é criada por usuários. Alguns têm violência, temas sexuais ou chats sem monitoramento. Golpistas visam usuários mais novos, e as compras dentro do jogo podem se acumular rapidamente. Pode ser seguro com restrições rígidas, mas precisa de supervisão.
8. Whisper
Os usuários postam segredos anonimamente — parece inofensivo até que o compartilhamento excessivo cause problemas. As pessoas frequentemente trocam informações pessoais e combinam encontros. As crianças podem se sentir incentivadas a compartilhar pensamentos íntimos sem entender os riscos.
9. Telegram
Chats criptografados significam que ninguém — nem os pais — pode ver o que está sendo compartilhado. As crianças podem entrar em canais com conteúdo adulto ou material ilegal. Predadores estão cientes de que é um espaço onde as mensagens desaparecem sem responsabilidade. Sinalize este aplicativo como “Delete Now”.
10. Yubo
Yubo incentiva o streaming ao vivo e emparelhamento de pessoas próximas. As crianças podem conversar com estranhos em tempo real, e adultos usam o aplicativo também. Swiping com base na localização e chats por vídeo = muito arriscado para a maioria das crianças.
11. Character.AI
Este chatbot AI simula amizade e conexão emocional, o que pode confundir as fronteiras para os adolescentes. Especialistas alertaram sobre o aplicativo por gerar conteúdo inadequado, dar conselhos arriscados e incentivar a dependência emocional. As crianças podem desenvolver laços fortes, tratar o bot como um amigo real e compartilhar informações pessoais, tudo sem supervisão.
Como os pais podem proteger seus filhos online?
Algumas atitudes podem fazer uma grande diferença:
- Use controles parentais ou ferramentas de monitoramento. Alguns aplicativos ótimos para isso são Bark, Qustodio e Net Nanny.
- Revise as permissões dos aplicativos relacionadas à câmera, microfone, contatos e, especialmente, localização do seu filho.
- Verifique quem seus filhos seguem e quem conversa com eles.
- Mantenha os celulares fora dos quartos à noite. Você pode até definir um horário em que os celulares devem ficar fora dos quartos das crianças.
- Converse com seus filhos sobre o uso de aplicativos. Estimule uma conversa aberta e sem julgamentos sobre a segurança online.
No fim das contas, as crianças precisam de orientações mais do que de vigilância constante. Monitoramento excessivo pode parecer falta de confiança, o que muitas vezes a faz se esconder. Em vez disso, foque em construir um relacionamento onde suas crianças se sintam seguras para se abrir. Deixe claro que, se algo parecer estranho — uma mensagem, um vídeo ou até uma tendência — elas podem vir até você sem medo de desaprovação.
Estimule a curiosidade e perguntas sobre o que suas crianças veem online e reforce que erros fazem parte do aprendizado. Essa abordagem não só mantém as crianças mais seguras, mas também ensina a tomarem decisões inteligentes, dando a elas ferramentas que levarão para a vida adulta.
Quais aplicativos são alternativas seguras para as crianças?
Se as crianças querem ser criativas ou socializar com amigos online, aqui estão alguns aplicativos seguros:
- YouTube Kids: conteúdo supervisionado e adequado para crianças.
- Messenger Kids: lista de contatos controlada pelos pais.
- Duolingo: aprendizado disfarçado de diversão.
- PBS Kids/Khan Academy: voltados para a educação.
Perguntas Frequentes sobre aplicativos perigosos para crianças
Q: Quais são os aplicativos mais perigosos para crianças em 2025?
A: Aplicativos com chats anônimos, compartilhamento de localização e mensagens que desaparecem — como Snapchat, TikTok e Discord — são os piores para crianças.
Q: Como sei se um aplicativo é seguro para crianças?
A: Verifique as classificações de idade, quais permissões o aplicativo solicita e se estranhos podem enviar mensagens para seu filho.
Q: Aplicativos de controle parental realmente ajudam?
Eles podem limitar o tempo na tela, filtrar conteúdos e monitorar dispositivos, mas nada substitui conversas contínuas.
Q: As crianças podem usar redes sociais de forma responsável?
Claro! Com limites, configurações de privacidade e orientação adequada, as crianças aprenderão a navegar online de forma segura.