06/02/2026
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Níveis de estresse podem prever uso de cannabis

Resumo: Pesquisas recentes mostram que ratos com níveis naturais mais altos do hormônio do estresse são muito mais propensos a consumir vapor de cannabis. Em várias semanas, os ratos tiveram a chance de se auto-administrar cannabis, e aqueles com corticosterona elevada apresentaram o comportamento mais forte de busca pela substância.

O estudo também encontrou conexões entre o uso de cannabis, baixos níveis de endocanabinoides e uma flexibilidade cognitiva reduzida, sugerindo que múltiplos fatores biológicos interagem. Os resultados indicam possíveis marcadores iniciais de vulnerabilidade à dependência de cannabis e ajudam a entender o papel central do estresse no uso habitual da substância.

Fatos Chaves:

  • Estresse Previsível: Ratos com hormônios de estresse mais altos se auto-administraram muito mais vapor de cannabis.
  • Flexibilidade Cognitiva: Animais que não conseguiam se adaptar a regras em mudança mostraram um comportamento mais forte de busca por cannabis.
  • Relação com Endocanabinoides: Níveis baixos de endocanabinoides, combinados com altos hormônios de estresse pela manhã, também previram maior uso de drogas.

Introdução
Não é só a gente que enfrenta o estresse — um estudo mostrou que ratos também podem usar cannabis para lidar com esse problema. Os cientistas de uma universidade dos Estados Unidos fizeram essa descoberta após observar o comportamento dos ratos em relação à cannabis.

Os pesquisadores publicaram seus achados em uma revista científica e o objetivo era investigar como esses animais buscam a cannabis. A conclusão foi clara: ratos com níveis altos do hormônio do estresse são muito mais inclinados a usar esse tipo de droga.

Desenvolvimento do Estudo
Os cientistas acompanharam esses ratinhos em vários testes, incluindo comportamentos sociais, desempenho cognitivo e reações a recompensas. Eles criaram um perfil de comportamento para cada rato.

Durante três semanas, os ratos foram observados por uma hora todos os dias. Eles tinham a chance de consumir cannabis ao tocar com o focinho um local específico. Os pesquisadores monitoraram quantas vezes cada rato fazia isso e notaram que a quantidade estava diretamente ligada aos níveis de hormônios do estresse.

O hormônio corticosterona, que é equivalente ao cortisol nos humanos, foi medido nos ratos. Os que apresentaram níveis mais altos desse hormônio eram os que mais buscavam cannabis.

Explicação dos Resultados
Os cientistas destacaram que os níveis de estresse em repouso dos ratos estavam associados ao uso de cannabis, e não o estresse que muda durante atividades que exigem esforço físico ou mental. Assim, os níveis de hormônios do estresse medidos após situações estressantes não mostraram uma relação significativa com o comportamento de busca pela cannabis.

Fatores Comportamentais
Os pesquisadores também observaram que existiam relações significativas entre o uso de cannabis e a “flexibilidade cognitiva”. Isso se refere à capacidade de se adaptar a diferentes situações e regras.

Animais que tiveram mais dificuldade para mudar de um tipo de tarefa para outra apresentaram taxas maiores de busca por cannabis. Esses ratos, que costumavam depender mais de pistas visuais para tomar decisões, mostraram-se mais motivados a usar o vapor da substância.

Conexão com Endocanabinoides
O estudo revelou também uma conexão entre altos níveis de corticosterona pela manhã e baixos níveis de endocanabinoides, que são substâncias que o corpo produz para manter o equilíbrio interno. O que se pensou é que, talvez, pessoas e ratos com baixos níveis de endocanabinoides sintam uma necessidade maior de usar cannabis.

Os cientistas apontaram que o THC (composto da cannabis) poderia funcionar como um substituto para os endocanabinoides naturais, especialmente em animais e pessoas que têm níveis baixos da substância. Assim, a busca por cannabis se tornaria mais intensa.

Implicações da Pesquisa
Com a legalização crescente da cannabis em vários lugares, entender os efeitos da substância e a possibilidade de abuso é fundamental. Os resultados do estudo podem ajudar na identificação de marcadores precoces de vulnerabilidade que podem auxiliar estratégias de prevenção e avaliação.

Os pesquisadores imaginaram um cenário onde avaliar os níveis de cortisona poderia ajudar a identificar pessoas em risco de desenvolver padrões problemáticos de uso de drogas mais tarde na vida.

Perguntas Frequentes
Q: Qual foi a principal descoberta dos pesquisadores sobre estresse e comportamento em busca de cannabis?
A: Ratos com níveis naturais de hormônios do estresse mais altos se auto-administraram muito mais o vapor de cannabis. Isso sugere que o estresse crônico pode ser um fator principal na busca pela substância.

Q: Quais características comportamentais estavam ligadas a uma maior motivação para usar cannabis?
A: Ratos com menor flexibilidade cognitiva e uma dependência maior de pistas visuais mostraram taxas mais altas de uso de cannabis. Essas características podem indicar dificuldades em se adaptar a novas situações.

Q: Por que algumas pessoas podem ter mais probabilidade de usar cannabis de forma habitual?
A: Ratos com altos hormônios de estresse pela manhã e baixos níveis de endocanabinoides mostraram maior uso de cannabis. Isso apóia a ideia de que algumas pessoas buscam cannabis para compensar a falta de sinalização endocanabinoide.

Com isso, fica evidente a importância de continuar estudando como o estresse e as características individuais influenciam o uso de substâncias. A pesquisa em ratos pode ajudar a entender fenômenos mais complexos em humanos.

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