24/03/2026
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Ministério da Saúde usa mosquitos estéreis para combater Aedes aegypti

O Ministério da Saúde começou a liberar mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis com a intenção de combater doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, Zika e chikungunya. A primeira soltura ocorreu na aldeia Cimbres, em Pesqueira, Pernambuco, no sábado (13), com a liberação de 50 mil mosquitos.

Essa técnica, chamada de Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE), funciona ao impedir que os mosquitos machos, ao acasalarem com as fêmeas, gerem descendentes. Isso deve levar à redução gradual da população do mosquito vetor, contribuindo assim para a diminuição da transmissão de vírus.

Para as próximas etapas, a previsão é que sejam liberados semanalmente mais de 200 mil mosquitos estéreis. Além da aldeia Cimbres, também estão previstas solturas no território Guarita, em Tenente Portela (Rio Grande do Sul), e em áreas indígenas nas cidades de Porto Seguro e Itamaraju, ambas na Bahia.

O investimento inicial para essa ação é de R$ 1,5 milhão, que abrange a produção, logística e monitoramento da estratégia. O Ministério da Saúde informa que a continuidade e expansão da ação dependerão dos resultados obtidos, que serão avaliados pelas equipes técnicas. Essas informações serão essenciais para medir o impacto na redução de casos das doenças mencionadas.

A Técnica do Inseto Estéril cria os mosquitos em laboratório, onde os machos são esterilizados por radiação ionizante, tornando-os incapazes de se reproduzir. Eles são então soltos em áreas específicas para acasalar com as fêmeas, sem gerar filhotes. Essa abordagem não utiliza inseticidas e apresenta menor risco à saúde e ao meio ambiente, sendo especialmente recomendada para o uso em territórios indígenas e em áreas onde a aplicação de produtos químicos é restrita ou proibida.

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