Verão e as Férias: Cuidado com o “Bicho Geográfico”
Com o verão, muitos brasileiros aproveitam as férias para relaxar nas praias. A sensação da areia entre os pés é revigorante, mas é preciso ter cuidado, pois um parasita pode acompanhar essas aventuras. O “bicho geográfico”, ou larva migrans cutânea, é uma infecção que pode ser causada por larvas de parasitas intestinais de cães e gatos, especialmente o Ancylostoma braziliense.
Como Funciona a Infecção?
O ciclo de vida do parasita começa no intestino dos animais. Cães e gatos infectados eliminam os ovos do verme em suas fezes. Quando essas fezes tocam solos quentes e úmidos, como as praias e os parquinhos de areia, os ovos eclodem e liberam as larvas. Os humanos, ao andarem descalços ou se sentarem na areia contaminada, podem acabar se tornando hospedeiros acidentais. As larvas penetram na pele, iniciando a infecção.
Por Que o Nome “Bicho Geográfico”?
O nome se deve ao aspecto das lesões que as larvas causam na pele. Como os humanos não são os hospedeiros naturais desses parasitas, as larvas não conseguem atravessar as camadas mais profundas da pele e ficam circulando apenas na epiderme. Essa movimentação resulta em túneis visíveis, formando desenhos que lembram mapas, daí o termo “geográfico”.
Sintomas e Diagnóstico
O sintoma mais comum é uma lesão avermelhada que cresce ao longo dos dias, acompanhada de uma intensa coceira que pode piorar à noite. O diagnóstico é feito principalmente por observação. Médicos, como dermatologistas ou clínicos gerais, conseguem identificar a infecção ao analisar o aspecto das lesões e ouvir o histórico do paciente sobre a exposição em áreas de risco.
Alimentação da Larva
Uma dúvida comum sobre esse parasita é como ele se alimenta na pele humana. Ao contrário do que acontece no intestino dos animais, onde o verme adulto se alimenta de sangue, na pele humana, a larva se nutre de fluidos e células da epiderme. Sem tratamento, ela pode morrer em algumas semanas, já que não consegue completar seu ciclo evolutivo no corpo humano.
Tratamento
Embora a infecção seja autolimitada, causando desconforto por um tempo, é importante procurar tratamento para aliviar os sintomas. A abordagem médica costuma envolver o uso de vermífugos:
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Via tópica: Para casos leves, pomadas contendo tiabendazol podem ser aplicadas diretamente na lesão.
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Via oral: Em casos mais graves ou com múltiplas lesões, os médicos podem prescrever antiparasitários por via oral, como albendazol ou ivermectina.
é importante evitar remédios caseiros, como aplicar gelo ou tentar remover a larva, pois isso pode levar a infecções secundárias. Ao notar qualquer linha vermelha que se movimenta pela pele, a melhor opção é consultar um médico.
Com essa informação, os veranistas podem apreciar as férias sem preocupações, tomando as precauções necessárias contra o bicho geográfico.