Risks of “Bicho Geográfico” This Summer: What You Need to Know
Com a chegada do verão, muitas pessoas aproveitam as férias na praia. No entanto, é importante estar atento a um parasita que pode vir como um presente indesejado: a larva migrans cutânea, popularmente conhecida como “bicho geográfico”.
Embora o nome possa parecer inofensivo, quem já teve essa infecção sabe que o desconforto é significativo. Essa condição é comum em regiões tropicais e pode afetar pessoas de qualquer idade. Ela está geralmente ligada a áreas onde os pets costumam circular, como praias e parques.
Causas e Contágio
A infecção pelo bicho geográfico é causada principalmente pelas larvas de parasitas intestinais de cães e gatos, especialmente o Ancylostoma braziliense. O ciclo de vida desses parasitas começa no intestino dos animais. Os ovos são eliminados nas fezes de pets infectados, e em condições de calor e umidade, como em praias ou áreas de areia, esses ovos eclodem e liberam larvas.
Os seres humanos se tornam hospedeiros acidentais quando entram em contato com essa areia contaminada. Ao caminhar descalços ou sentar na areia, as larvas podem entrar na pele, iniciando a infecção.
A Origem do Nome “Bicho Geográfico”
O nome “bicho geográfico” refere-se ao aspecto visual das lesões na pele. Como os humanos não são os hospedeiros naturais para essas larvas, elas não conseguem penetrar profundamente na pele. Em vez disso, elas ficam na epiderme e, ao se moverem, criam trilhas visíveis que se assemelham a desenhos de mapas.
Sintomas e Diagnóstico
Os principais sintomas incluem marcas avermelhadas que aumentam de tamanho com o tempo e coceira intensa, que geralmente piora à noite. O diagnóstico é feito por um médico ou dermatologista, que consegue identificar a infecção apenas pela observação das lesões e pelo relato do paciente sobre suas atividades recentes.
Alimentação da Larva
Uma dúvida comum é sobre como a larva se alimenta no corpo humano. Diferentemente do ambiente intestinal dos animais, onde o parasita adulto consome sangue, as larvas na pele se alimentam de fluidos teciduais e partes celulares enquanto tentam sobreviver. Sem tratamento, elas acabam morrendo após algumas semanas ou meses, pois não conseguem completar seu ciclo de vida em humanos.
Tratamento
Embora a infecção possa se resolver sozinha, o desconforto causado pela coceira e inflamação não deve ser ignorado. O tratamento é focado em eliminar rapidamente a larva e aliviar os sintomas.
Para casos leves, pomadas com tiabendazol são aplicadas diretamente na lesão. Em situações mais severas, com várias lesões, o médico pode prescrever anti-helmínticos orais, como albendazol ou ivermectina.
Importante lembrar: métodos caseiros, como aplicar gelo ou tentar remover a larva manualmente, são desaconselhados, pois podem causar infecções secundárias. Ao notar qualquer linha vermelha que se move pela pele, a melhor opção é buscar atendimento médico imediatamente.
Fique atento nos cuidados durante suas férias na praia e proteja-se do bicho geográfico!