17/04/2026
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Deputada Lucinha é denunciada e se torna ré por milícia

TJ aceita denúncia e deputada Lucinha vira ré por envolvimento com milícia

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou, na última segunda-feira, a denúncia do Ministério Público contra a deputada estadual Lucinha e sua ex-assessora, Ariane Afonso Lima. Elas se tornaram rés no processo por sua suposta ligação com a milícia liderada por Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho.

O Ministério Público alega que Lucinha e Ariane integravam o grupo político vinculado à milícia, que opera em diversas áreas da Zona Oeste do Rio, incluindo bairros como Campo Grande, Paciência, e Guaratiba. Relatórios indicam que Lucinha era chamada de “madrinha” pelos membros da milícia, isso porque ela teria prestado ajuda e facilidades ao grupo.

Zinho, um dos milicianos mais procurados do estado, se entregou às autoridades em dezembro de 2023. Desde então, ele está preso em unidade de segurança máxima na capital federal, Brasília.

As investigações revelaram que a milícia “Tropa do Z”, também conhecida como “Bonde do Zinho” ou “Família Braga”, tinha uma estrutura organizada. Além do núcleo operacional principal, havia grupos que atuavam em áreas específicas dominadas pela milícia. O esquema incluía assessores, que funcionavam como informantes, e outros líderes responsáveis por manter a ordem na organização.

Dentro dessa estrutura, Lucinha e Ariane eram parte do núcleo político, que tinha como objetivo proteger os interesses da milícia junto ao poder público. A denúncia menciona diversos episódios que demonstravam a influência delas na política, incluindo a interação com autoridades e a disponibilização de informações privilegiadas.

Um exemplo citado na denúncia aconteceu em julho de 2021. Lucinha e Ariane ajudaram a milícia a se organizar, fornecendo detalhes sobre as visitas do prefeito Eduardo Paes à Zona Oeste. Isso permitiu que membros da milícia se retirassem das ruas durante essas visitas, evitando a ação policial.

Outra tentativa de interferência mencionada foi em relação ao transporte público na cidade. Elas procuraram influenciar o prefeito e outras autoridades para que fosse mantida uma brecha na legislação do transporte alternativo, o que beneficiaria diretamente a milícia, permitindo que as vans operassem fora do itinerário legal, aumentando a arrecadação.

Ademais, em novembro de 2021, Lucinha teria auxiliado membros do “Bonde do Zinho” que foram presos em flagrante, tentando garantir sua liberação.

Lucinha e Ariane respondem pelas acusações de constituição de milícia privada, um crime que pode resultar em pena de 5 a 10 anos de prisão, além de multa e a perda do cargo. O escritório de assessoria da deputada foi contatado, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

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