A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu recentemente que a prostatectomia radical assistida por robô será oficialmente coberta pelos planos de saúde no país. Esta decisão marca um marco importante, pois é a primeira vez que uma cirurgia robótica entra no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde com cobertura obrigatória. A nova regra começará a valer a partir de 1º de abril de 2026.
Essa inclusão seguiu a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que já havia se manifestado sobre o assunto em outubro de 2025. A ANS estabeleceu um prazo de 180 dias para que os serviços se adaptem a essa nova diretriz, garantindo a segurança no atendimento aos pacientes. A mudança é vista como um passo significativo para a modernização da saúde suplementar no país.
A prostatectomia robótica é considerada o método mais avançado no tratamento cirúrgico do câncer de próstata. Entre as suas vantagens, destacam-se a maior precisão durante o procedimento, a redução no sangramento, a diminuição do tempo de internação e melhores resultados funcionais para os pacientes. A Conitec baseou sua recomendação em evidências científicas e na infraestrutura já disponível do Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente conta com cerca de 40 robôs em operação.
Apesar dos avanços, a disponibilidade dessa tecnologia ainda é um desafio. A maioria dos robôs está concentrada nas regiões Sul e Sudeste do país. O objetivo com a nova cobertura é estimular investimentos que possam expandir a oferta desse tipo de tratamento em outras regiões, melhorando o acesso para os pacientes.
No contexto da saúde masculina, é importante destacar que o câncer de próstata é o tipo de tumor mais comum entre homens no país, com aproximadamente 70 mil novos casos diagnosticados anualmente e mais de 16 mil mortes. Especialistas ressaltam que, mesmo com a evolução dos tratamentos, muitos diagnósticos ainda são realizados em estágios avançados da doença. Por isso, aumentar o acesso a exames de rastreamento e à detecção precoce é fundamental para reduzir a mortalidade nos próximos anos.
A expectativa é que a ampliação da cobertura de procedimentos cirúrgicos como a prostatectomia robótica contribua para um tratamento mais eficaz e acessível aos homens diagnosticados com câncer de próstata.