O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio completo a petroleiros venezuelanos na noite desta terça-feira. Durante sua declaração, Trump afirmou que a Venezuela está “completamente cercada”. Ele também classificou o governo de Nicolás Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump mencionou que a Venezuela está cercada pela maior frota naval já reunida na América do Sul. Ele afirmou que essa frota deve aumentar e que o impacto sobre o governo venezuelano será significativo, enfatizando que é necessário que a Venezuela devolva aos Estados Unidos o petróleo, terras e outros ativos que, segundo ele, teriam sido apropriados indevidamente.
Trump criticou a administração de Maduro, alegando que o governo venezuelano utiliza recursos petrolíferos de forma ilícita para financiar atividades como o narcotráfico, tráfico humano, assassinatos e sequestros. Por essas razões, ele declarou que o regime venezuelano foi classificado como uma “organização terrorista estrangeira”.
Além disso, Trump destacou que a partir de agora, haverá um bloqueio total a todos os navios-tanque de petróleo que entrem ou saiam da Venezuela, caso estejam sob sanções. Ele também afirmou que imigrantes ilegais enviados por Maduro estão sendo devolvidos aos Estados Unidos em um ritmo acelerado.
Ele afirmou que os Estados Unidos não aceitarão que países ou grupos criminosos ameacem a nação americana. Trump reiterou que todos os ativos que pertencem aos EUA devem ser devolvidos imediatamente.
Recentemente, houve um ataque a embarcações no Oceano Pacífico, que os EUA alegam estar ligadas ao tráfico de drogas. Esse incidente resultou na morte de oito pessoas, elevando o número de fatalidades na campanha antidrogas americana na região para 95.
Nos últimos meses, a pressão de Trump sobre o governo de Maduro tem aumentado, com o envio de navios de guerra para a costa venezuelana e acusações contra Maduro, sugerindo que ele lidera um cartel de drogas. Trump também insinua que a ação militar pode se expandir para operações em terra, gerando preocupações sobre uma possível invasão à Venezuela. Em dezembro, o governo americano pediu que cidadãos dos EUA deixassem a Venezuela devido ao alto risco de detenções ilegais e outros problemas de segurança.