27/02/2026
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Saúde do Paraná alerta para 18 mortes por leptospirose

Com a chegada das chuvas, a leptospirose se torna uma preocupação crescente para a saúde pública. No Paraná, em 2025, já foram registradas 18 mortes devido a essa infecção bacteriana, que tem os ratos como principais transmissores. Em épocas de enchentes, a proliferação da doença se intensifica, uma vez que as inundações criam um ambiente propício para a bactéria.

Até o momento, o estado contabilizou 1.557 notificações da doença, com 247 casos confirmados. Outras 103 notificações estão em fase de investigação, 42 apresentaram resultados inconclusivos e 1.165 foram descartadas. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou que a leptospirose pode ser fatal e que os primeiros sintomas aparecem de forma repentina, assemelhando-se a uma gripe. Ele reforçou a importância de seguir as orientações de saúde, especialmente durante períodos de inundações, quando o risco de contaminação aumenta.

A maioria das notificações está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, com 869 registros. Desses, 127 foram confirmados e 12 resultaram em óbito, sendo sete em Curitiba, três em Colombo e dois em São José dos Pinhais. Na 1ª Regional de Saúde, que abrange Paranaguá, foram 73 notificações, com 9 casos confirmedos e 2 mortes. A 3ª Regional de Ponta Grossa registrou 79 notificações, com 19 casos confirmados e 1 morte em Castro. A 15ª Regional de Saúde de Maringá teve 31 notificações, 5 confirmações e 1 óbito em Sarandi, enquanto na 21ª Regional de Telêmaco Borba, 9 notificações resultaram em 4 confirmações e 2 mortes em Reserva.

### Contaminação e Sintomas

A principal forma de contaminação pela leptospirose é através da pele com cortes ou arranhões, além das mucosas dos olhos, nariz e boca, ao entrar em contato com água ou lama contaminadas pela urina de roedores. Durante as enchentes, o risco é ainda maior, pois as águas carregam sujeira e resíduos de esgotos, que podem estar contaminados.

Os sintomas da leptospirose costumam surgir entre 7 e 14 dias após a exposição. No início, eles podem ser confundidos com uma gripe comum, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sinais incluem febre alta de início súbito, forte dor de cabeça, dores musculares – principalmente na panturrilha –, falta de apetite e enjoos. Se não tratado a tempo, a doença pode progredir para formas mais graves, afetando órgãos vitais e causando complicações como icterícia, insuficiência renal e hemorragias.

### Prevenção e Tratamento

A prevenção da leptospirose passa pela evitação de áreas alagadas durante as chuvas. Para aqueles que precisam entrar em contato com essas águas, seja em resgates ou na limpeza pós-inundações, é essencial utilizar proteção, como botas e luvas de borracha. Também é importante lavar bem as mãos e o corpo com água limpa e sabão após qualquer contato com águas de enchente.

Para a limpeza de áreas afetadas, recomenda-se o uso de uma solução de água sanitária, misturando 1 litro de hipoclorito de sódio a 2,5% com 4 litros de água.

Outra medida fundamental é o controle da população de roedores. Isso inclui armazenar o lixo em recipientes fechados, guardar alimentos adequadamente e, em áreas de risco, realizar desratizações periódicas com ajuda de empresas especializadas.

Caso haja exposição a águas de enchente e o surgimento de sintomas iniciais, como febre ou dores no corpo, é crucial buscar atendimento médico imediatamente. O tratamento envolve o uso de antibióticos, além de hidratação e suporte renal para os casos mais graves.

A leptospirose é uma doença curável, mas a rapidez no diagnóstico é vital. Portanto, a conscientização sobre os riscos, principalmente após períodos de chuva intensa, é essencial para proteger vidas.

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