08/02/2026
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IgesDF fecha 2025 com melhorias na saúde pública

Em 2025, o sistema de saúde pública do Distrito Federal registrou um ano histórico, com um aumento significativo no número de cirurgias e melhorias nos serviços de saúde. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), que administra três hospitais e 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), encerrou o ano com investimentos importantes em tecnologia e estrutura.

Diversas iniciativas foram implementadas para melhorar o atendimento ao paciente, reorganizando os fluxos de serviços e ampliando o acesso a tratamentos especializados. No Hospital de Base (HBDF), três recordes consecutivos de cirurgias foram alcançados, com um total de 1.332 procedimentos realizados em setembro, o que representa uma média de 44 cirurgias por dia. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) também obteve resultados positivos, com 502 cirurgias realizadas em outubro, o maior volume em dois anos. Essas melhorias foram possíveis graças à adoção do método Lean, que otimizou o uso das 20 salas cirúrgicas sem a necessidade de novas construções.

Além do aumento no número de cirurgias, o ano também foi marcado pela modernização dos equipamentos. O HBDF recebeu dois aparelhos de vídeo eletroencefalograma em dezembro, equipamentos essenciais para diagnosticar epilepsia e outras condições neurológicas. Isso foi acompanhado pela instalação de um novo angiógrafo, que aumentou em 40% a capacidade de realizar procedimentos minimamente invasivos em comparação aos anos anteriores. Os hospitais também contaram com ressonância magnética, que se destaca por ser o único equipamento desse tipo na rede pública do DF.

Nas UPAs, a inovação foi evidente com a introdução de gasômetros de última geração, que podem avaliar rapidamente a condição respiratória e metabólica de pacientes em estado grave. Melhorias no videomonitoramento e na estrutura física das unidades garantiram maior segurança no atendimento.

O atendimento pré-hospitalar também foi aprimorado. A teleconsulta, que registrou mais de 10 mil atendimentos, ajudou a diminuir o tempo de espera e a aumentar a eficácia dos serviços. No campo da saúde mental, um projeto de apoio psiquiátrico reduziu o tempo médio de internação de pacientes em situação de crise, passando de quatro dias para pouco mais de um. Além disso, o governo do DF começou a construção de sete novas UPAs, que aumentarão o total para 20 unidades.

A humanização do atendimento foi uma prioridade ao longo do ano. No Hospital Regional de Santa Maria, o Espaço Humanizar TEA foi inaugurado, proporcionando um ambiente sensorial para crianças com Transtorno do Espectro Autista. O Programa Humanizar nas UPAs teve foco em acolhimento, escuta ativa e apoio a cuidados paliativos, enquanto o Hospital de Base implementou a Consulta com Hora Marcada, que melhorou a organização do atendimento e reduziu aglomerações.

Segundo Cleber Monteiro, presidente do IgesDF, essas transformações são resultado do trabalho de equipes dedicadas e do apoio do governo para garantir um Sistema Único de Saúde (SUS) forte, acessível e eficiente.

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