Qualidade do Ar é ‘Muito Prejudicial à Saúde’ em Dhaka
Dhaka, a capital densamente povoada de Bangladesh, enfrenta sérios problemas com a qualidade do ar. Recentemente, a cidade ficou em terceiro lugar no ranking global das cidades com o ar mais poluído, apresentando uma pontuação de 250 no Índice de Qualidade do Ar (AQI) nas primeiras horas da manhã de segunda-feira. Essa pontuação classifica o ar como “muito prejudicial à saúde”, indicando um risco elevado para a população local.
O AQI é uma ferramenta utilizada para medir a poluição do ar e suas possíveis consequências para a saúde. Ele se baseia em cinco tipos de poluentes: partículas finas (PM10 e PM2,5), óxido de nitrogênio (NO2), monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2) e ozônio. As classificações do AQI vão de “moderada” a “perigosa”, conforme os níveis de poluição. Para se ter uma ideia, quando o AQI está entre 50 e 100, a qualidade do ar é vista como moderada; já quando varia de 101 a 150, o ar é considerado prejudicial para grupos sensíveis. Leitura de 201 a 300 é considerada “muito prejudicial à saúde”, e valores acima de 301 são considerados “perigosos”.
Os efeitos do ar poluído são alarmantes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar é responsável por cerca de sete milhões de mortes por ano mundialmente. As principais causas de morte associadas à poluição são doenças cardíacas, derrames, câncer de pulmão, e infecções respiratórias agudas. A situação tende a se agravar no inverno e costuma melhorar durante a temporada de monções, mas os moradores de Dhaka continuam expostos a um ar que representa uma séria ameaça à saúde pública.
As autoridades locais e organizações de saúde alertam para a necessidade de medidas urgentes para melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde da população, especialmente em áreas urbanas como Dhaka, que enfrenta desafios significativos em relação à poluição.