23/03/2026
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Espiritualidade e saúde: um caminho para a transformação

Estudo Revela Benefícios da Espiritualidade para a Saúde Física e Mental

Pesquisas recentes mostram que a espiritualidade pode trazer diversos benefícios para a saúde física e mental das pessoas. Um estudo indica que acreditar em algo maior pode reduzir problemas como perda cognitiva, inflamação, altos níveis de cortisol (hormônio do estresse), e até mesmo o risco de suicídio. Além disso, acredita-se que a espiritualidade também pode aumentar a produção de serotonina, frequentemente chamada de “hormônio da felicidade”.

Pesquisadores têm estabelecido uma conexão positiva entre a prática da espiritualidade e a saúde, com diversos artigos publicados em revistas médicas respeitáveis confirmando esses achados. Fábio Nasri, geriatra e especialista em espiritualidade, destaca que há uma evidência crescente demonstrando que a religiosidade — independentemente de qual seja — pode levar a melhores resultados em saúde.

Um estudo amplamente reconhecido, que envolveu 70 mil mulheres, revelou que aquelas que frequentavam cultos mais de uma vez por semana apresentavam menor risco de suicídio. Outros estudos indicam que a prática religiosa pode melhorar a frequência cardíaca e diminuir arritmias. Uma pesquisa também mostrou que a presença de proteína inflamatória no corpo, a interleucina 6, era menor entre aquelas que praticavam a religiosidade, indicando um organismo menos inflamatório.

Além das evidências biológicas, muitos estudos apontam que os hábitos promovidos pelas religiões são geralmente saudáveis. Muitas delas incentivam comportamentos como não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e promover o engajamento social e comunitário. Segundo Nasri, isso se traduz em um estilo de vida que é benéfico para a saúde.

Outro papel importante da espiritualidade na saúde mental foi observado em um programa de terapia realizado por pesquisadores do Hospital McLean, onde 159 pessoas participaram de sessões de terapia e tiveram que avaliar sua espiritualidade. A maioria dos participantes relatou que sua crença era importante e aqueles que valorizavam mais essa espiritualidade tendiam a apresentar melhores resultados no tratamento da depressão, sendo menos propensos a comportamentos autodestrutivos.

David Rosmarin, o psicólogo que liderou a pesquisa, sugere que a fé em Deus pode ajudar os pacientes a acreditar mais no tratamento e ver resultados mais positivos. Isso se deve, em parte, ao potencial da crença em gerar mudanças biológicas no cérebro, que podem favorecer a redução do estresse e a ativação de mecanismos anti-inflamatórios.

Estudos mais recentes, como os realizados na Universidade de Manchester, abordam como ensinamentos do budismo, como compaixão e interconexão, podem ajudar a enfrentar os desafios emocionais da vida moderna e proteger a saúde mental. O psicólogo Minwoo Kang ressalta que a prática budista se estende além da meditação, incluindo um profundo sentido ético e espiritual.

Para Fábio Nasri, não é suficiente apenas frequentar espaços religiosos; é crucial que as pessoas realmente internalizem e pratiquem a fé em suas vidas diárias. Isso inclui viver de acordo com os valores que a fé pode proporcionar. Para aqueles que não se identificam com uma religião, o especialista sugere práticas como meditação e yoga, ou a busca por conexões que transcendem o mundo material.

Wil Nasri vê a reconexão com o divino como essencial, algo frequentemente perdido na sociedade contemporânea. Essa conexão pode ser encontrada em diversas formas, como na arte ou na natureza, proporcionando uma experiência que enriquece a vida e estabelece um vínculo com algo maior.

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