As Centrais de Diagnóstico no Piauí têm se mostrado essenciais na descentralização dos serviços de saúde, levando exames e consultas para regiões mais distantes e oferecendo atendimento mais próximo da população. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), busca aumentar o acesso a serviços de saúde, reduzindo a necessidade de os pacientes se deslocarem para longas viagens, especialmente para a capital.
Em 2025, mais de 135 mil procedimentos foram realizados nas centrais. Atualmente, o Piauí tem 10 das 16 centrais planejadas até fevereiro de 2026. Este ano, foram inauguradas unidades em Parnaíba, Paulistana, Água Branca, Valença, Bom Jesus, Corrente e Castelo do Piauí. Já funcionavam centrais em Piripiri, Picos e Esperantina. Em 2026, está previsto que Teresina, Floriano, Uruçuí, Campo Maior, Oeiras e São Raimundo Nonato passem a contar com esses serviços.
As centrais oferecem uma variedade de exames, como raios-X, ultrassonografias, mamografias, tomografias, endoscopias e densitometrias ósseas. Além disso, são realizados exames laboratoriais e cardiológicos, incluindo eletrocardiogramas e ecocardiogramas.
O secretário de Saúde, Antônio Luiz, destacou que essas centrais reforçam a rede pública de saúde, tornando o atendimento mais acessível. “Estamos assegurando que as pessoas tenham acesso à saúde de qualidade, onde residem, evitando que precisem viajar longas distâncias para fazer um exame simples”, disse.
A criação dessas centrais marca um avanço importante na regionalização da saúde no estado, com um impacto direto na vida das famílias. Um exemplo é o caso de Samara Melo, mãe de Daniel Levi, que vive em Valença do Piauí. Durante a gravidez, Samara fez exames de rotina na Central de Diagnóstico local, onde um grave problema cardíaco no feto foi descoberto: um tumor no coração. Essa detecção rápida foi crucial, permitindo que a família começasse o tratamento especializado imediatamente, sem ter que ir para a capital em estado de emergência.
Samara compartilhou que a equipe médica de Teresina e os profissionais da central consideraram inicialmente o tumor como um rabdomioma, mas após o nascimento e a realização de uma ressonância magnética, foi diagnosticado um fibromioma. Graças ao atendimento da central em Valença, o médico conseguiu planejar um tratamento eficaz para o bebê, que ficou internado só por nove dias em São Paulo e agora está em casa, recebendo acompanhamento semanal.
Samara enfatiza a importância desse atendimento próximo: “Hoje, meu filho está em casa, fazendo uso de medicação e seu quadro clínico está estável. As consultas ocorrem toda sexta-feira, e essa proximidade é fundamental, ainda mais pelo risco de arritmia, que até agora não se manifestou”.
Além dos exames, as centrais também disponibilizam salas do programa Piauí Saúde Digital, que oferece acesso a 10 especialidades médicas, consultas não médicas e atendimento clínico geral 24 horas por dia, todos os dias da semana. Essas iniciativas visam melhorar ainda mais o atendimento à saúde da população no estado.