23/03/2026
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Estresse térmico eleva riscos à saúde em ondas de calor

Estresse Térmico: Risco à Saúde em Ondas de Calor

Durante as ondas de calor intenso, o estresse térmico se torna uma preocupação significativa para a saúde das pessoas. Regiões do Sul, Sudeste e Nordeste enfrentam temperaturas extremamente altas, o que coloca a capacidade do corpo de regular sua temperatura em cheque. Especialistas alertam que reconhecer sinais precoces e adotar medidas preventivas podem reduzir o risco de complicações graves.

A temperatura normal do corpo humano varia entre 35,5 °C e 37,5 °C. Quando as temperaturas externas são muito altas, o corpo aciona mecanismos de defesa, como a transpiração e a dilatação dos vasos sanguíneos, para dissipar o calor. Contudo, essas respostas podem também levar à desidratação e queda da pressão arterial, como explica o médico Marcelo Franken.

É fundamental estar atento ao calor como uma possível causa de mal-estar. Sintomas como dores de cabeça persistentes, náuseas e câimbras musculares podem ser sinais de que o corpo está tendo dificuldades para regular a temperatura. Se a situação se prolongar, pode ocorrer exaustão térmica, com agravamento da dor de cabeça e confusão mental.

Além desses sintomas, é comum sentir sede intensa, fraqueza, tontura e taquicardia após exposição prolongada ao calor, especialmente sem hidratação adequada. Por isso, a exposição ao sol deve ser evitada durante ondas de calor, alertam os profissionais de saúde.

Quando a temperatura do corpo ultrapassa 39 °C, o risco de desenvolver insolação aumenta consideravelmente. A insolação é uma condição grave em que o corpo perde a capacidade de regular a temperatura interna, podendo levar à perda de consciência, convulsões e até coma. Se não for tratada rapidamente, a insolação pode ser fatal.

A insolação é considerada uma emergência médica, pois afeta diretamente o sistema nervoso central. Outros sinais de alerta incluem pressão arterial baixa, respiração acelerada, vômitos e diarreia. Grupos como idosos acima de 65 anos, crianças menores de dois anos, gestantes e pessoas com condições crônicas, como doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e hipertensão, são mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso.

Trabalhadores que ficam expostos ao sol por longos períodos e pessoas que vivem sozinhas também estão em maior risco. A falta de recursos e ambientes adequados agrava os efeitos do estresse térmico. Em caso de sintomas iniciais, é importante se hidratar. Água e bebidas isotônicas ajudam a repor os líquidos e eletrólitos perdidos.

Os especialistas recomendam procurar locais frescos, tomar banhos frios e usar compressas geladas. Se sentir tontura ou fraqueza, o melhor é sentar ou deitar imediatamente. Sintomas graves como desmaio, convulsões e vômitos exigem atendimento médico urgente.

Para se proteger do calor extremo, algumas dicas são essenciais:

  1. Hidratação: Beba água durante todo o dia, mesmo que não sinta sede. A desidratação pode ocorrer sem que você perceba e agravar o estresse térmico.

  2. Alimentação: Prefira refeições leves, ricas em frutas, verduras e alimentos frescos, que ajudam na digestão e na hidratação.

  3. Vestimenta: Use roupas claras, leves e confortáveis para facilitar a ventilação da pele. Isso se aplica também à noite.

  4. Exposição ao Sol: Evite a exposição direta ao sol, especialmente entre o final da manhã e o meio da tarde. Utilize chapéus ou bonés e aplique protetor solar, mesmo em breves deslocamentos.

  5. Atividade Física: Ajuste sua rotina de exercícios, evitando atividades intensas nos horários de maior calor.

Medidas simples podem ajudar a regular a temperatura corporal. Banhos frios ou mornos, uso de compressas frias e aplicação de água nas pulsas e na nuca são eficazes. Em casa, utilize ventiladores e mantenha janelas abertas para melhorar a circulação do ar.

Evite bebidas alcoólicas e com alto teor de açúcar, pois podem contribuir para a desidratação e dificultar o reconhecimento de sintomas iniciais de mal-estar. Manter uma alimentação fracionada também ajuda a reduzir o esforço do organismo em dias quentes.

É especialmente importante monitorar a saúde de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, garantindo que estejam bem hidratados e em ambientes frescos. O apoio de familiares e amigos pode ser crucial para prevenir complicações associadas ao calor extremo.

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