A quarta temporada de “Bridgerton” ainda não estreou, mas já apresenta novidades que vão além da história original dos livros. A série, conhecida por adaptar romances de época, opta por atualizar personagens e suas interações, tornando-as mais relevantes para o público contemporâneo.
Nos episódios anteriores, a produção demonstrou disposição para modificar elementos clássicos do gênero, e agora, a personagem Sophie, que desempenha um papel central na nova trama, receberá uma transformação significativa. A história, que será lançada em 2026, terá Benedict como protagonista e será inspirada na narrativa de “Uma Proposta e Nada Mais”.
Em cenas divulgadas pela Netflix, Sophie se destaca ao participar ativamente dos preparativos para um baile de máscaras da família Bridgerton. Ao invés de ser uma figura passiva, como retratada nos livros, ela assume o comando da situação, discutindo estratégias e definindo o que fazer durante o evento.
Esse novo enfoque apresenta uma diferença marcante em relação à obra literária, onde a personagem hesita em ir ao baile e depende de outros para que a mudança aconteça. A série, por sua vez, insere Sophie como uma personagem decisiva desde o início.
Além disso, ao contrário da versão literária, onde muitos eventos acontecem sem a participação ativa de Sophie, a série mostra um papel mais dinâmico da protagonista. Embora os conflitos com sua madrasta, Araminta, e suas irmãs, Rosamund e Posy, continuem presentes, a forma como Sophie reage se altera. Ela se mostra cautelosa, mas com maior consciência de seu papel.
Com essa nova abordagem, a relação entre Sophie e Benedict promete desenvolver-se de maneira mais equilibrada. A série busca construir um romance baseado na troca e no confronto, em vez de apenas na idealização do outro. Essa evolução também se conecta à trajetória de Benedict, que se afasta de padrões tradicionais e se abre a relacionamentos que desafiam as normas da alta sociedade.
Essas mudanças na personagem Sophie são parte de um padrão que a série já estabeleceu em temporadas anteriores ao aprofundar a autonomia de suas protagonistas femininas. Essas adaptações ajudam a evitar clichês ultrapassados, tornando a história menos previsível e mais adequada aos tempos atuais, mesmo utilizando uma narrativa já conhecida pelos leitores.
A nova versão de Sophie não apenas dá um novo tom à história de Benedict, mas também reflete um compromisso com uma adaptação mais consciente do material original. Essa abordagem sinaliza um avanço na representação de personagens femininas em romances de época, priorizando suas vozes e escolhas desde o começo.