23/03/2026
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Saúde expande testagem e prevenção de ISTs em comunidades indígenas

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (5), a distribuição de mais de 1 milhão de testes rápidos para detectar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em comunidades indígenas ao longo de 2025. Esse número representa um aumento de 25% em relação ao ano de 2022.

De acordo com o ministério, a ampliação na oferta de testes foi realizada com a colaboração dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Isso resultou em um crescimento de 47% na cobertura dos testes para HIV/Aids nas comunidades indígenas desde 2022. Entre 2024 e 2025, a cobertura para HIV e outras ISTs registrou uma elevação de 63,62%. Esse avanço se deve à intensificação das ações de diagnóstico precoce e ao acesso facilitado ao tratamento.

Além dos testes, o ministério também está distribuindo preservativos nas áreas indígenas, com a meta de fortalecer as estratégias de prevenção contra as infecções.

Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, destacou que essa estratégia é vital para melhorar a qualidade do diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento, além de ajudar a reduzir a transmissão das doenças. Ele também enfatizou a importância dessas ações para medir com mais precisão a carga de doenças nas comunidades.

Putira Sacuena, diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI), ressaltou que a ampliação da testagem fortalece o controle das ISTs, especialmente quando é acompanhada por estratégias de prevenção e ações para reduzir morbidades. Isso garante um atendimento rápido e adequado para os pacientes.

Como parte das iniciativas de conscientização, o ministério lançou no ano passado a campanha “Dezembro Vermelho”, focada no combate ao HIV/Aids e outras ISTs. No contexto indígena, foi realizado também um webinário com o mesmo nome, voltado a profissionais de saúde indígena que trabalham na vigilância epidemiológica e na assistência às ISTs.

Esse evento buscou qualificar os cuidados de saúde, melhorar as estratégias de prevenção e manejo clínico e ampliar o acesso à informação e à qualidade do atendimento para as pessoas que vivem com HIV.

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