23/03/2026
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Atrasar o alarme do celular pode prejudicar a saúde do coração

O Impacto do Botão “Soneca” na Saúde

Muitas pessoas costumam usar o botão “soneca” do despertador como um jeito de lidar com a dificuldade de acordar. Essa prática, no entanto, pode ter efeitos prejudiciais para a saúde, especialmente para o coração. A rotina de adiar o despertar tem se tornado comum, especialmente em cidades grandes e em empregos que exigem muito dos trabalhadores, mas isso pode ser um sinal de alerta.

Segundo o radiologista e professor José Manuel Felices, utilizar o botão “soneca” repetidamente faz com que o corpo experimente picos de pressão arterial. Esses picos ocorrem porque o corpo reage como se enfrentasse uma situação estressante, mesmo antes do dia começar. Cada vez que o alarme toca e é silenciado, o cérebro interrompe o sono, o que pode gerar microdespertares que fragmentam o descanso.

O sono não é um estado uniforme; ele tem diferentes fases, como o sono profundo e o REM (movimento rápido dos olhos), que são fundamentais para a recuperação física e mental. Quando essas fases são interrompidas com frequência, o corpo não consegue obter um descanso adequado, mesmo que a pessoa passe várias horas na cama.

Além disso, essa fragmentação do sono aumenta a produção de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. Elevações prolongadas do cortisol podem impactar a pressão arterial e a frequência cardíaca, forçando o sistema cardiovascular.

Os especialistas em neurologia e cardiologia alertam que a constante interrupção do sono não resulta apenas em cansaço durante o dia. Ela está ligada à desregulação dos ritmos circadianos, o que pode levar a problemas como hipertensão e resistência à insulina. Problemas mais sérios, como doenças cardiovasculares, também estão associados à falta de sono reparador, aumentando o risco de eventos como ataques cardíacos e derrames.

O uso de celulares como despertador pode agravar ainda mais essa situação. Manter o aparelho perto da cama expõe a pessoa à luz azul, que diminui a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono. Além disso, notificações constantes podem causar um estado de alerta que aumenta o nível de estresse logo ao acordar.

Os especialistas recomendam algumas mudanças simples para melhorar a qualidade do sono. É aconselhável programar um único alarme, evitar apertar a função soneca e garantir entre sete a oito horas de sono contínuo. Outra alternativa é acordar com luz natural ou usar sistemas de iluminação progressiva, que podem tornar o despertar mais agradável.

Em resumo, manter uma rotina regular de sono, acordando e dormindo sempre no mesmo horário, é essencial para a saúde do coração e do cérebro. Cada alarme adiado pode ter consequências para o corpo, e uma abordagem mais consciente na hora de acordar pode fazer a diferença na qualidade de vida.

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