19/03/2026
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Adiar o alarme do celular pode afetar a saúde cardiovascular

O Impacto do Botão “Soneca” na Saúde

O despertador toca e, em muitos lares, a primeira reação é apertar o botão “soneca” e voltar a dormir por mais alguns minutos. Esse hábito, que se tornou comum em ambientes urbanos e em rotinas de trabalho intensas, pode trazer consequências sérias para a saúde, especialmente para o coração.

De acordo com especialistas, ao adiar o despertador repetidamente, a sensação de descanso não é recuperada. Em vez disso, o corpo sofre com uma série de efeitos fisiológicos negativos. O radiologista e professor José Manuel Felices explica que cada vez que o alarme é acionado, ocorre um pico na pressão arterial, como se o corpo estivesse enfrentando um estresse constante antes mesmo de o dia começar.

A Fragmentação do Sono

Quando o despertador toca, o cérebro interrompe o sono, provocando um microdespertar. Embora a pessoa retorne a dormir rapidamente, o ciclo do sono é fragmentado. O sono profundo e o sono REM, que são cruciais para a recuperação física e mental, não são completados. Isso resulta em um descanso superficial, mesmo que o tempo na cama pareça suficiente.

Essa fragmentação do sono também provoca alterações hormonais, elevando os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Manter altos níveis de cortisol pela manhã pode prejudicar a pressão arterial e a frequência cardíaca, sobrecarregando o sistema cardiovascular.

Efeitos na Saúde a Longo Prazo

Neurologistas e cardiologistas alertam que esses padrões de sono afetam a saúde de forma ampla. A desregulação dos ritmos circadianos pode estar associada a problemas como hipertensão, resistência à insulina e aumento do risco de arritmias. A curto prazo, isso pode levar à sonolência diurna, mas as consequências a longo prazo incluem doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, que podem se desenvolver silenciosamente ao longo do tempo.

Além disso, utilizar o celular como despertador pode agravar a situação. A luz azul emitida pela tela interfere na produção de melatonina, o hormônio que regula o sono, e as notificações do aparelho podem manter o corpo em um estado constante de alerta.

Dicas para Melhorar a Qualidade do Sono

Diante dessas preocupações, especialistas recomendam algumas mudanças simples na rotina. Programar um único alarme, evitar a função soneca e garantir entre sete a oito horas de sono contínuo são práticas essenciais para uma boa noite de descanso. Acordar com luz natural ou usar sistemas de iluminação que simulam a luz do dia também podem facilitar um despertar mais suave.

O consenso entre os médicos é claro: manter um horário regular para dormir e acordar, sem interrupções, é uma maneira eficaz de cuidar da saúde. Portanto, é importante refletir que cada vez que se adia o despertador, o corpo paga um preço que pode ser alto. Ajustes simples na rotina matinal podem fazer uma grande diferença na sua saúde cardiovascular e no bem-estar geral.

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