Prefeito do Recife Inaugura Centro de Convivência em Saúde Mental
Na tarde desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o prefeito do Recife, João Campos, inaugurou o Centro de Convivência em Saúde Mental Miró da Muribeca. Localizada no bairro do Espinheiro, na Zona Norte da cidade, essa unidade é a segunda a fazer parte da rede municipal de saúde mental.
Com um foco na reabilitação de pessoas que enfrentam sofrimento psíquico, o centro oferece serviços que não exigem internação. Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito ressaltou a importância do tema saúde mental e os investimentos realizados na área. “Estamos fortalecendo a rede municipal de saúde mental. É essencial cuidar do bem-estar psicológico da população. Este novo centro irá oferecer apoio através da convivência, arte e atividades em grupo”, afirmou.
O Centro de Convivência atende pessoas a partir dos 18 anos, promovendo diversas oficinas artísticas, culturais e corporais. Os objetivos incluem fomentar a convivência social, estimular a cidadania, gerar oportunidades de renda e combater estigmas associados a transtornos mentais e ao uso de substâncias psicoativas.
O investimento total para a criação da unidade foi de aproximadamente R$ 900 mil, valor que foi utilizado para reformar o imóvel, estruturar os serviços e contratar profissionais. A Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) é responsável pela administração do centro, que conta com uma equipe de 26 funcionários e tem capacidade para atender cerca de 60 pessoas diariamente. Com uma média de 1.400 atividades mensais programadas, a unidade busca oferecer um suporte contínuo aos usuários.
Luciana Albuquerque, secretária de Saúde do Recife, expressou a relevância do novo centro para a comunidade. “Essa unidade amplia o atendimento em saúde mental, atendendo pessoas encaminhadas pela rede, incluindo aqueles que vivem em residências terapêuticas. É um grande benefício para o Recife”, comentou.
O Centro de Convivência Miró da Muribeca fortalece ainda mais a rede de atenção psicossocial da cidade, que já conta com Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e mais de 50 residências terapêuticas, que juntas acolhem aproximadamente 300 pessoas.
A coordenadora de Políticas Públicas de Saúde Mental, Alyne Lima, destacou a importância da arte no processo de reabilitação. “Através da arte, os indivíduos conseguem desenvolver suas capacidades, fortalecendo a convivência e a autonomia”, concluiu.