30/01/2026
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Mais de 100 sapatos da era vitoriana aparecem em praia do País de Gales

MISTÉRIO DOS BOTAS VITORIANAS NA PRAIA DE OGMORE-BY-SEA

Desde setembro de 2025, voluntários da Beach Academy encontraram mais de 400 pares de botas, principalmente de couro preto, na pequena cidade costeira de Ogmore-by-Sea, no sul do País de Gales.

Essas botas, que datam do século XIX, começaram a aparecer na praia de forma misteriosa. O principal palpite é que elas vêm de um naufrágio de um navio italiano que colidiu com o Rochedo Tusker, porém, essa informação ainda não foi confirmada.

A DESCUBERTA DAS BOTAS NA PRAIA

Em apenas uma semana de dezembro de 2025, os voluntários da Beach Academy, que trabalham na recuperação de habitats costeiros, coletaram quase 300 botas em uma área pequena da praia. Desde setembro do mesmo ano, já foram encontradas mais de 400 botas no total.

Emma Lamport, fundadora da Beach Academy, comentou que algumas das botas estão em boas condições e até é possível identificar que algumas eram para homens.

Embora a quantidade de botas que apareceu seja incomum, já houve relatos anteriores de calçados encontrados na mesma praia. Postagens em redes sociais mostram que os moradores ocasionalmente encontravam calçados estranhos, mas nada se compara ao que está ocorrendo agora.

Emma mencionou que descobriram uma área cheia de sapatos, e ficar surpresos com a quantidade em um pequeno espaço foi uma experiência nova para eles.

CURIOSIDADES SOBRE AS BOTAS

A descoberta de tantas botas gerou curiosidade entre os moradores. A maioria se perguntava de onde estavam vindo todos esses calçados.

Uma das teorias sugere que as botas podem ter sido transportadas em um navio que levava mercadorias da Itália durante a era vitoriana. Lamport explicou que o mais provável é que essas botas sejam oriundas do naufrágio do navio Frolic, que afundou no Rochedo Tusker há cerca de 150 anos.

De acordo com registros históricos, o Frolic naufragou em 17 de março de 1831, a caminho de Bristol, resultando na morte de cerca de 80 pessoas, sem sobreviventes. Durante meses, os corpos da tripulação apareceram na praia.

Porém, uma questão permanece: por que as botas levadas pelo navio começaram a aparecer somente agora? O Dr. Michael Roberts, especialista em naufrágios da Universidade de Bangor, sugeriu que é possível que os restos de naufrágios vitorianos estejam começando a se deteriorar agora, liberando sua carga no mar.

O Rochedo Tusker, conhecido como um “cemitério de navios”, fica a apenas 3 quilômetros de Ogmore-by-Sea, o que faz dele uma possível origem para as botas, mas ainda é uma teoria sem confirmação.

A LARGA ESCALA DO PROBLEMA

Além do fascínio gerado pela aparição das botas, essa situação também trouxe à tona um problema maior nas praias da Vale de Glamorgan. A Beach Academy já removeu mais de 12.000 itens de lixo das praias. Para Emma, os voluntários ainda não começaram a limpar a área de forma efetiva.

O objetivo da organização é restaurar os habitats de poças marítimas ao seu estado natural, removendo o lixo marinho que acumula ao longo do tempo, escondido em sedimentos ou preso nas rochas.

A grande quantidade de botas encontrados em Ogmore-by-Sea revela a magnitude do trabalho que ainda precisa ser feito pelos voluntários. A situação destaca a importância da conscientização sobre a preservação das praias e a limpeza do litoral.

CONCLUSÃO

A história das botas vitorianas em Ogmore-by-Sea é, ao mesmo tempo, intrigante e preocupante. O fenômeno se transformou em um grande mistério que ainda precisa ser esclarecido, mas também serve como um chamado à ação para todos nós, lembrando da importância de cuidar dos nossos ambientes naturais.

Através do trabalho de organizações como a Beach Academy, é possível restaurar a beleza das praias e proteger a vida marinha, garantindo que futuras gerações também possam desfrutar desse patrimônio natural.

Assim, a chegada inesperada de calçados históricos à praia nos lembra de que a história está sempre presente e que precisamos continuar explorando e protegendo os nossos mares e praias.

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