09/02/2026
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Ministério da saúde revisa protocolo clínico para Alzheimer

O Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a Doença de Alzheimer. Esse documento é essencial para guiar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento de pacientes com essa condição no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova versão foi formalizada pela Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 27, datada de 27 de novembro de 2025, como parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

A Doença de Alzheimer é a principal causa de demência em todo o mundo, respondendo por até 70% dos casos. No país, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais sofre de algum tipo de demência, que se caracteriza pela perda gradual de funções cognitivas, como memória, orientação e capacidade de julgamento. Essa condição resulta em uma redução da autonomia dos indivíduos.

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa que avança lentamente, começando com sinais sutis, mas que piora com o tempo. Ela afeta habilidades como memória, linguagem, planejamento e a realização de atividades cotidianas. Embora não se saiba exatamente o que causa a doença, fatores como envelhecimento e histórico familiar aumentam o risco. Além disso, condições como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e isolamento social podem contribuir para seu desenvolvimento, o que evidencia a importância de estratégias de prevenção.

Com essa atualização, o diagnóstico precoce e o acompanhamento são fundamentais para garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado e que os cuidadores possam ter um suporte melhor. A nova versão do PCDT inclui as mais recentes evidências científicas, alinhando as diretrizes brasileiras às melhores práticas internacionais.

Entre as novidades, o protocolo agora recomenda o uso da donepezila tanto em tratamento isolado quanto em combinação com memantina para pacientes que estão em estágio grave da doença. Essa recomendação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), com base em uma avaliação técnica realizada pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Essa reformulação busca aprimorar o cuidado com os pacientes e garantir uma qualidade de vida melhor, tanto para os afetados pela doença quanto para os responsáveis pelos seus cuidados.

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