07/02/2026
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Consumo equilibrado de açúcar melhora a saúde mental

Um estudo recente que acompanhou cerca de 170 mil pessoas por mais de uma década revelou como a ingestão de açúcar pode influenciar a saúde mental. A pesquisa mostrou que tanto o consumo excessivo quanto a restrição severa de açúcar estão associados a um maior risco de depressão e ansiedade. Essa relação, que forma um padrão em “U”, indica que as extremidades—excesso e falta—são prejudiciais, enquanto um consumo moderado pode ser mais benéfico.

O estudo analisou diferentes tipos de açúcar, incluindo aqueles encontrados naturalmente em frutas e laticínios, além dos açúcares adicionados a bebidas e produtos industrializados. Os resultados mostraram que o consumo alto de açúcares adicionados, especialmente em refrigerantes e doces, está ligado ao aumento dos riscos de problemas emocionais. Curiosamente, pessoas que ingerem muito pouco açúcar também apresentaram riscos elevados, sugerindo que a chave está no equilíbrio.

O cérebro humano necessita de glicose para funcionar corretamente. Restrições severas na dieta podem elevar os hormônios do estresse e prejudicar neurotransmissores, enquanto o consumo excessivo de açúcar pode levar a inflamações e alterações no metabolismo, fatores que afetam negativamente a saúde mental.

É importante ressaltar que o impacto do açúcar na saúde emocional depende do contexto em que é consumido. açúcares naturais, como os presentes em frutas e grãos integrais, são metabolizados de forma diferente dos açúcares adicionados, resultando em efeitos diversos no corpo.

Uma alimentação balanceada, rica em fibras, frutas, vegetais e proteínas saudáveis, pode oferecer proteção ao cérebro e regular o metabolismo do açúcar. Esse tipo de dieta inclui alimentos como frutas e verduras ricas em polifenóis, leguminosas e cereais integrais que proporcionam fibras, além de peixes ricos em ômega-3 e gorduras boas, presentes em oleaginosas e azeite.

Além da alimentação, outros fatores do estilo de vida são fundamentais para o bem-estar emocional. Dormir bem, praticar atividades físicas, gerenciar o estresse e cultivar relacionamentos saudáveis são aspectos essenciais para uma saúde mental equilibrada. Não há um único fator que responda pela saúde mental; ela é resultado de um conjunto de escolhas que se influenciam mutuamente.

Em meio a dietas restritivas e abordagens extremas sobre alimentação, o estudo destaca a importância do equilíbrio. O açúcar não precisa ser visto como um vilão, mas sim compreendido dentro de um padrão alimentar mais amplo e saudável. A proposta é construir uma relação com a comida que não seja baseada em culpa ou controle, mas em consciência e cuidado, permitindo que o prazer e a conexão social estejam presentes em nossas escolhas alimentares—sempre com moderação.

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