Janeiro é mês de recomeços: psicóloga lança comunidades terapêuticas focadas em saúde mental
Janeiro é conhecido como o mês dos novos começos. Muitas pessoas aproveitam essa época para definir metas, fazer promessas e planejar mudanças em diversos aspectos da vida, como saúde, finanças e carreira. No entanto, a saúde mental ainda é frequentemente deixada de lado e cercada por preconceitos e desinformação. Em resposta a essa situação, o Janeiro Branco destaca a importância de cuidar da mente como uma necessidade fundamental.
A psicóloga e terapeuta sistêmica Patrícia Naves Garcia ressalta um equívoco comum sobre a depressão: tratá-la como falta de força de vontade ou fragilidade emocional. “A depressão é uma doença neurológica que envolve alterações químicas e funcionais no cérebro. Assim como outras doenças crônicas, muitas vezes é necessário acompanhamento médico e uso de medicamentos”, explica.
Patrícia propõe uma reflexão importante: “Por que as pessoas aceitam tomar insulina para diabetes ou outros medicamentos sem questionamento, mas sentem resistência ao usar antidepressivos?” Segundo ela, o preconceito está na forma como a sociedade percebe o sofrimento mental, e não nos medicamentos.
Outro aspecto abordado pela psicóloga é a cobertura do suicídio na mídia, que muitas vezes é tratada de maneira superficial. Frases como “foi encontrado sem vida” ou “caiu de um prédio” não abrem espaço para discussões essenciais sobre saúde mental, prevenção e acolhimento. “Evitar esse assunto impede que possamos alertar e orientar, diminuindo as chances de salvar vidas”, afirma Patrícia. Para ela, discutir saúde mental é ensinar as pessoas a reconhecer sinais de alerta, buscar ajuda e entender que pedir apoio é um sinal de força.
Dando continuidade a essa proposta de cuidado com a saúde mental, Patrícia anuncia o lançamento de três comunidades terapêuticas online, que serão oferecidas em fevereiro. Essas comunidades vão tratar de temas que impactam diretamente o equilíbrio emocional e o sentido de vida.
Uma das comunidades é a “Ikigai – Carreira e Propósito”, voltada para quem enfrenta conflitos no ambiente profissional ou sente uma falta de propósito. “Ikigai não é apenas um conceito bonito. É um guia que ajuda a identificar a conexão entre paixões, talentos, valores e a contribuição que se pode oferecer ao mundo”, explica a psicóloga.
Outra iniciativa é a “Comunidade Feminina – Uma jornada para a cura”, que proporcionará um espaço terapêutico de acolhimento e fortalecimento. “Essa comunidade segue a Jornada da Heroína, um caminho para que as participantes reencontrem sua força, voz e essência”, destaca Patrícia.
A “Comunidade Relacionamento” também será lançada em fevereiro, mas as vagas já estão preenchidas. Os interessados podem se inscrever em uma lista de espera.
“As comunidades oferecem suporte e pertencimento, funcionando como uma extensão do processo terapêutico individual, além de fornecer ferramentas práticas para o cuidado emocional ao longo do ano”, conclui Patrícia Naves Garcia.