09/04/2026
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China impede importação de chips de IA da Nvidia, aprova EUA

As autoridades chinesas bloquearam a entrada dos chips de inteligência artificial H200 da NVIDIA no país esta semana. Isso ocorreu poucas horas após o governo dos Estados Unidos ter aprovado as exportações com certas condições. O bloqueio foi confirmado por três pessoas que estão a par da situação.

Na terça-feira, funcionários do governo chinês convocaram reuniões com empresas de tecnologia locais. Nesses encontros, as empresas foram orientadas a não comprar os chips, a menos que fosse absolutamente necessário. Segundo uma fonte, a severidade das instruções é tão grande que, na prática, significa uma proibição. No entanto, essa decisão pode mudar no futuro.

Esses acontecimentos ressaltam a vulnerabilidade das negociações tecnológicas entre os Estados Unidos e a China. O governo americano passou semanas definindo condições para as exportações, que incluíam um limite de 50% sobre a participação da China nas vendas dos EUA e testes obrigatórios por terceiros. Porém, logo em seguida, a China fechou as portas.

Ainda não está claro se essa estratégia da China visa proteger fabricantes locais de chips, como a Huawei, ou se é uma tática em negociações comerciais maiores. Isso levanta questões importantes sobre o papel dos chips de inteligência artificial no cenário competitivo global.

A NVIDIA está exigindo o pagamento total e não reembolsável adiantado por pedidos de chips H200 que totalizam cerca de 54 bilhões de dólares. Isso significa que os compradores chineses assumem todo o risco financeiro, caso os envios sejam bloqueados pelas autoridades.

Está claro que empresas chinesas, como ByteDance e Alibaba, já fizeram pedidos de mais de 2 milhões de chips H200, com cada um custando aproximadamente 27 mil dólares. Mesmo assim, a NVIDIA tem apenas 700 mil unidades disponíveis atualmente. Para atender a demanda, a empresa precisa aumentar muito sua produção, mas não há garantia de que esses pedidos serão atendidos.

O chip H200 é muito mais eficiente em treinar modelos avançados de IA. Ele oferece cerca de seis vezes mais desempenho comparado ao H20. Apesar de alguns fabricantes chineses terem desenvolvido processadores de IA, como o Ascend 910C da Huawei, o H200 é o mais adequado para treinamentos em larga escala.

Para a NVIDIA, essa é mais uma dificuldade no mercado chinês, que é a segunda maior economia do mundo. No ano passado, o CEO Jensen Huang admitiu que a participação da empresa no mercado de chips de IA na China caiu para zero, após a proibição das vendas do chip H20. Isso fez com que a NVIDIA precisasse registrar uma perda de 5,5 bilhões de dólares em inventário.

Ainda não se sabe se as diretrizes do governo chinês se aplicam a pedidos anteriores dos chips H200 ou apenas a pedidos novos. Existem discussões sobre possíveis isenções para pesquisa e desenvolvimento, assim como para instituições de ensino, mas o acesso comercial mais amplo parece bloqueado.

As autoridades chinesas, como a Administração Geral de Alfândega, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, não responderam aos pedidos de comentário no momento da publicação. A NVIDIA também não se manifestou.

Esse impasse deixou bilhões em pedidos de chips retidos na fronteira, mostrando como tensões geopolíticas podem rapidamente afetar as dinâmicas do mercado na corrida global por IA. A situação atual é um reflexo da complexidade das relações comerciais entre os dois países.

Recentemente, houve um aumento no mercado de IA na China, como mostrado pela recente oferta pública inicial (IPO) da startup Zhipu AI. A empresa teve uma alta de 13% no seu primeiro dia, o que sugere que ainda há apetite por investimentos em IA, mesmo diante de preocupações sobre uma bolha no setor.

Enquanto isso, o setor de tecnologia na China continua avançando, mostrando que a indústria de IA não está apenas sobrevivendo às restrições dos chips americanos, mas também se reinventando e mudando a estrutura de custos da whole industry.

Com as questões políticas pesando na balança, tanto os Estados Unidos quanto a China precisam encontrar um caminho para a resolução dessas tensões. A competição em tecnologia, especialmente em inteligência artificial, é feroz, e as duas nações parecem determinadas a se manter na liderança.

Em um mercado que está em constante evolução, os desafios enfrentados por empresas como a NVIDIA podem impactar não só a economia local, mas também as parcerias globais na tecnologia. A maneira como as políticas comerciais vão evoluir ainda está aberta a discussão, mas os próximos passos serão cruciais para definir o futuro desse setor.

A situação atual é um alerta sobre como um evento pode desestabilizar contatos e negociações que estavam em andamento. O jogo de poder é uma parte inevitável do comércio global, e os protagonistas devem estar prontos para navegar por um ambiente desafiador. A agilidade e a capacidade de adaptação serão essenciais para aqueles que desejarem prosperar nessa nova era tecnológica.

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