Um nódulo no rim pode ser detectado em exames de rotina e, muitas vezes, causa preocupação nas pessoas, que imediatamente pensam em câncer renal. Porém, existem outras condições benignas que também podem se manifestar dessa forma.
Neste artigo, vamos explicar o que é um nódulo no rim, suas causas, como diferenciá-lo de um cisto renal e as opções de tratamento disponíveis.
O que são os nódulos nos rins?
Nódulos nos rins são formações sólidas que surgem devido à multiplicação desordenada de células renais. Podem ser descritos de várias maneiras, como massa renal, formação expansiva ou nódulo heterogêneo. Eles podem ser únicos ou múltiplos e têm tamanhos variados.
Embora todos os nódulos mereçam atenção, os menores que 3 cm têm menos chance de serem malignos em comparação com nódulos maiores. Além disso, nódulos podem ser classificados em exofíticos, quando estão mais para fora do rim, ou endofíticos, quando estão mais internos.
Na maioria dos casos, os nódulos não causam dor e não apresentam sintomas. Muitas vezes, são descobertos acidentalmente em exames como ultrassonografias. Se houver sinais, eles podem incluir:
- Sangramento na urina
- Desconforto nas costas
- Náuseas e vômitos
- Perda de peso e apetite
Como diferenciar o nódulo de um cisto renal?
Os cistos renais são diferentes dos nódulos, pois apresentam líquido em seu interior, enquanto os nódulos são sólidos. A distinção entre eles é feita por meio de exames de imagem, como tomografias e ressonâncias magnéticas.
Esses exames ajudam a identificar se a estrutura é sólida ou líquida e apresentam características como calcificações, septos e infiltrações. Os cistos podem ser classificados em simples ou complexos, o que influencia o tratamento.
A maioria dos cistos renais é simples e benignos, e costumam precisar apenas de acompanhamento. Em contrapartida, os nódulos têm maior chance de serem malignos e, portanto, necessitam de intervenção adequada.
O que pode ser um nódulo no rim? É sempre câncer?
Nódulos renais podem ser tumores benignos ou malignos. A probabilidade de malignidade aumenta quando os nódulos têm mais de 3 cm de diâmetro. Cerca de 80% dos nódulos são considerados malignos.
Entre os tumores benignos, que correspondem a cerca de 20% dos casos, destacam-se os oncocitomas, angiomiolipomas, adenomas e hemangiomas. A distinção entre benigno e maligno não é 100% precisa apenas com os exames de imagem.
Portanto, é essencial que os nódulos sejam tratados. O tipo de tratamento varia conforme as condições clínicas do paciente. A biópsia renal não é uma prática comum devido ao risco de complicações, sendo adotada em situações específicas, como no acompanhamento de nódulos pequenos e câncer renal metastático.
Como tratar um nódulo no rim?
O tratamento de nódulos renais depende de diversos fatores, como tamanho e localização. Para nódulos menores que 3 cm em pacientes mais velhos ou com múltiplas doenças, o acompanhamento por meio de exames de imagem regulares é uma opção viável.
Pequenos nódulos também podem ser tratados com terapias ablativas, como radiofrequência e crioablação, que visam destruir células que apresentem suspeita de malignidade.
Para nódulos com mais de 3 cm, outras opções são consideradas. Dependendo da localização, pode ser feita uma nefrectomia parcial (remoção de parte do rim) ou uma nefrectomia radical (remoção total do rim). Essas cirurgias podem ser realizadas por métodos laparoscópicos, robóticos ou abertos, sendo a via robótica a mais recomendada atualmente.
Após a remoção, a chance de cura é alta, mas é fundamental retornar ao médico para discutir o resultado da biópsia e determinar se o nódulo era benigno ou maligno, além de realizar o acompanhamento apropriado.
Para prevenir o surgimento de nódulos renais, é fundamental manter uma alimentação balanceada, controlar o peso, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de gerenciar a pressão arterial. É igualmente importante realizar exames de rotina.
Caso você note a presença de um nódulo ou massa nos rins, consulte um médico urologista para uma avaliação completa e tratamento adequado. A detecção precoces podem fazer toda a diferença no tratamento e na recuperação.