04/02/2026
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Debate sobre estética e saúde mental é reacendido por trend com famosos

A hashtag “2026 é o novo 2016” se tornou popular nas redes sociais, despertando o interesse de internautas que fazem comparações entre imagens recentes de celebridades e fotos de aproximadamente dez anos atrás. Essa tendência, que mistura nostalgia e curiosidade, gera um intenso debate sobre as mudanças físicas e intervenções estéticas enfrentadas por muitas personalidades da televisão, música e internet.

Profissionais da saúde, como cirurgiões plásticos e dentistas especialistas em harmonização facial, têm notado uma mudança na percepção do público em relação a essas intervenções. O cirurgião plástico Yuri Moresco aponta que, apesar da continuidade da demanda por procedimentos estéticos, atualmente há uma pressão maior para que os resultados sejam mais naturais. “Quando as intervenções alteram muito a anatomia do rosto, o público questiona, pois sente que a identidade da pessoa se perde”, explica.

A cirurgiã-dentista Amanda Santos complementa que o foco agora é preservar a identidade de cada paciente. Ela defende que, ao adotar métodos mais sutis e graduais, os profissionais podem evitar resultados artificiais. “Hoje, a tendência é parecer bem, mas não transparecer que se fez algo”, afirma.

Além das questões estéticas, a tendencia também levanta preocupações emocionais. A psiquiatra Jessica Martani alerta sobre os efeitos das comparações constantes em um espaço digital que já apresenta pressões e idealizações. Ela observa que, embora a hashtag não seja prejudicial em si, pode tornar-se um gatilho para quem tem dificuldade em lidar com comparação, gerando sentimentos de frustração e tristeza.

A psicóloga Mariane Pires Marchetti ressalta que a nostalgia pode ter efeitos ambivalentes. “Pode reforçar a identidade e o pertencimento, mas também se transforma em problema quando alguém fica preso à ideia de que o passado foi melhor, negligenciando o presente”, explica.

No campo da comunicação, a especialista em oratória Jackeline Georgia aponta que a repercussão relacionada à estética influencia como as celebridades se comunicam e se conectam com o público. Ela destaca que muitos famosos têm adotado uma linguagem mais simples e cuidadosa, buscando parecer mais autênticos. “Mudanças excessivas podem restringir as expressões faciais, afetando até mesmo a naturalidade da fala”, completa.

Esses debates refletem uma mudança coletiva em relação aos valores estéticos. Ao invés de exaltar padrões rígidos de beleza, observa-se um crescente interesse pela autenticidade e pela aceitação do envelhecimento. A expert Amanda Santos resume a nova abordagem: “A estética responsável respeita a história do rosto, não tenta apagá-la”.

A popularidade da frase “2026 é o novo 2016” revela que o diálogo sobre imagem, envelhecimento e exposição pública continua a ser relevante. Com esse fenômeno, valores como naturalidade, equilíbrio e saúde emocional estão cada vez mais em evidência nas discussões atuais.

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