Ceará Sem Fome Apresenta Novo Eixo de Integração com a Saúde
Em Fortaleza, no dia 22 de janeiro de 2026, foi apresentado o novo eixo do programa Ceará Sem Fome, intitulado Ceará Sem Fome +Saúde. A apresentação ocorreu durante a Reunião Ampliada do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems/CE), que reuniu gestores e técnicos da saúde de várias cidades do estado.
A primeira-dama do Ceará e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do programa, Lia de Freitas, conduziu a apresentação. Ela destacou a importância deste novo eixo, que busca integrar diferentes áreas, de acordo com a recomendação da Portaria Interministerial MDS/MS nº 25/2023. Esta normativa federal incentiva a colaboração entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Segundo Lia de Freitas, a proposta é facilitar a integração no nível municipal, envolvendo diversas secretarias e conselhos. “Estamos introduzindo um eixo que busca uma articulação local entre o SUS, SUAS e Sisan, conforme as diretrizes nacionais. A ideia é implementar essa política de forma coordenada”, ressaltou a primeira-dama.
A implementação do eixo +Saúde envolverá a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a Secretaria da Proteção Social (SPS), a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), a Secretaria da Educação (Seduc), além de conselhos estaduais e municipais relacionados à saúde e segurança alimentar.
Um dos pontos principais abordados na apresentação foi a Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (TRIA). Esse instrumento visa identificar famílias que enfrentam maior vulnerabilidade social, permitindo uma assistência mais eficaz. “Com a TRIA, queremos ampliar o mapeamento das famílias atendidas e garantir um apoio integral, especialmente na atenção primária à saúde”, explicou Lia de Freitas.
A secretária da Saúde do Estado, Tânia Coelho, anunciou a realização de seminários regionais. O objetivo é apoiar a implementação do novo eixo e discutir as ações com gestores e técnicos municipais. “A insegurança alimentar provoca várias doenças, por isso é essencial que saúde, assistência social e educação trabalhem juntas. Os seminários servirão para esclarecer como funcionará o eixo +Saúde e fortalecer o cuidado com as pessoas mais vulneráveis”, afirmou Tânia Coelho. Ela destacou que essa abordagem não traz novas obrigações para os municípios, mas busca aprimorar as ações já existentes na rede de saúde.
O presidente do Cosems/CE, Rilson Andrade, destacou que o eixo +Saúde foi desenvolvido em colaboração com gestores municipais e representa um avanço nas políticas públicas. “Antes da apresentação, realizamos várias reuniões para discutir o eixo +Saúde. Acredito que ele pode ajudar a resolver desafios antigos, promovendo uma maior aproximação entre saúde, assistência social e educação”, disse ele.
Regina Praciano, vice-presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), enfatizou a necessidade de monitoramento integrado. “O eixo +Saúde é essencial para avançarmos no cuidado às famílias, pois promove um diálogo entre dados e indicadores”, afirmou.
Atualmente, o programa Ceará Sem Fome já possui 1.300 cozinhas operando e distribui diariamente mais de 130 mil refeições em todo o estado.
O Ceará Sem Fome +Saúde, anunciado em dezembro de 2025, busca ampliar a atuação do programa, unindo políticas de segurança alimentar e ações de saúde, com foco em identificar e apoiar famílias em situação de vulnerabilidade. O novo grupo de trabalho atuará em conjunto para garantir que o acesso à alimentação adequada esteja conectado ao cuidado integral em saúde.