A Prefeitura do Crato, através da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, organizou uma formação sobre saúde e direitos da população LGBTI+ nesta quinta-feira, 22, no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC). O evento fez parte do Mês da Visibilidade Trans e reuniu profissionais da saúde e da segurança pública do município.
Pela manhã, o encontro focou em coordenadores e gerentes das Unidades Básicas de Saúde. O objetivo foi aprimorar o atendimento à comunidade LGBTI+ no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a formação, os participantes discutiram a importância de criar práticas de atendimento mais humanizadas e respeitosas, adaptadas às necessidades de cada usuário.
O termo LGBTI+ foi utilizado para se referir a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos, visando uma comunicação clara e inclusiva. Embora existam outras siglas, a escolha desse termo foi para assegurar que todos se sentissem representados e respeitados durante a capacitação.
O encontro contou com a participação da médica Dra. Alyne Alencar, que explicou questões sobre saúde e diversidade de gênero, além de compartilhar os desafios que a população LGBTI+ enfrenta no acesso a serviços públicos. A psicóloga Nayla Viturino enfatizou a relevância de um atendimento humanizado para garantir a saúde integral das pessoas. Diana Oliveira, da Associação de Mães do Orgulho e Resistência Ceará (AMOR), trouxe relatos pessoais e falou sobre as lutas por um mundo mais justo e acolhedor.
A mediação foi feita por Samuel Morais, coordenador da Diversidade. A coordenadora da Atenção Básica, Duciele Bione, também esteve presente e destacou a importância da formação para melhorar os cuidados na saúde pública municipal. Ela comentou: “Esse foi um momento importante de escuta e aprendizado. A formação é fundamental para que possamos oferecer um atendimento mais humanizado e preparado para acolher a população LGBTI+ nas Unidades Básicas de Saúde.”
À tarde, a capacitação se estendeu aos servidores da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que aprofundaram seus conhecimentos sobre identidade de gênero e os avanços nas políticas públicas. Os participantes discutiram casos de violação de direitos e as melhores abordagens que as forças de segurança devem adotar.
Essa iniciativa faz parte das estratégias do município para promover os direitos humanos, combater a discriminação e aprimorar os serviços públicos destinados à população LGBTI+.