05/02/2026
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A mobilização do ‘fora Toffoli’ em Faria Lima

O ministro Dias Toffoli, que é relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), será o foco de um protesto organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) nesta quinta-feira, dia 22, na sede do banco Master, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. O ato tem como objetivo exigir avanço nas investigações e responsabilização dos envolvidos, com o grito principal sendo “Fora Toffoli”.

A mobilização foi iniciada há duas semanas, em resposta ao envolvimento do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso. Durante o protesto, os manifestantes planejam criticar as decisões de Toffoli, que geraram atritos com a Polícia Federal (PF), pedindo que ele se afaste do caso.

Protestos na Avenida Faria Lima não são novos, mas geralmente estão associados a grupos de esquerda ou sindicatos. Desta vez, a manifestação será liderada por um grupo de direita, ligado ao mercado, que possui um novo partido, o Missão, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde novembro passado.

Além de Toffoli, outros alvos do MBL incluem Daniel Vorcaro, CEO do banco Master, e o ministro do TCU Jhonatan de Jesus. O aumento das críticas ao ministro Toffoli se deve a revelações recentes que questionam sua capacidade de continuar à frente do caso.

Toffoli assumiu a relatoria do caso após um pedido da defesa de Vorcaro, que argumentou que o processo deveria ser encaminhado ao Supremo devido à aparição do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) nos documentos apreendidos pela PF.

Após um procedimento controverso, Toffoli determinou que a investigação fosse mantida em sigilo. Ele também foi criticado por ter viajado em um jatinho com o advogado de um dos diretores do Master, o que levantou dúvidas sobre sua imparcialidade. Posteriormente, ele ordenou que as provas apreendidas ficassem sob custódia do STF e que os depoimentos ocorressem na corte, em vez de na Polícia Federal.

Essas decisões têm alimentado a insatisfação entre os investigadores da PF, especialmente depois que Toffoli inicialmente negou acesso ao material apreendido na investigação, gerando uma intensa controvérsia. Embora ele tenha posteriormente autorizado esse acesso, fez isso restringindo a perícia a quatro agentes de sua escolha.

A situação se complicou ainda mais com a revelação de que um irmão de Toffoli é um dos sócios de um resort no Paraná, que está vinculado a um dos investigados, aumentando as pressões para que ele deixe a relatoria do caso.

Enquanto isso, a sede do banco Master foi cercada por tapumes na manhã da quarta-feira, um dia antes do protesto. Essa medida chamou a atenção dos passantes, pois o banco está situado a apenas 200 metros da movimentada Avenida Faria Lima. A defesa de Vorcaro afirma que a decisão de cercar o prédio não foi tomada por ele, mas sim pelo liquidante do Master, Eduardo Bianchini, que foi contatado para depor pela Justiça, mas não foi chamado para os depoimentos agendados.

Além do protesto, o caso Master está sob análise no Congresso Nacional. O deputado Carlos Jordy e o senador Eduardo Girão informaram que já possuem as 258 assinaturas necessárias para a instalação de uma CPI mista dedicada ao caso. O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, será responsável pela decisão final sobre a instalação da comissão.

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