08/02/2026
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A telemedicina em cuidados pediátricos cresce e depois recua

Um novo estudo na JAMA Network Open analisa como o atendimento médico remoto foi utilizado por crianças no Bronx antes e durante a pandemia de COVID-19. Esse tipo de atendimento, também conhecido como telemedicina, passou a ser comum por causa das dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

Antes da pandemia, muitos pais não conheciam a telemedicina ou não a consideravam uma opção viável. O acesso à tecnologia, principalmente entre famílias de baixa renda, era um grande desafio. Telefone e internet são fundamentais para que a telemedicina funcione, mas nem todos têm esses recursos disponíveis.

Com a chegada da pandemia, o socorro de forma remota se tornou uma alternativa necessária. Os locais de atendimento médico estavam lotados e, com a COVID-19, era arriscado levar as crianças a clínicas e hospitais. Assim, a telemedicina ganhou destaque e muitos começaram a usar esse recurso.

O estudo mostrou que, durante a pandemia, houve um aumento significativo no uso da telemedicina entre crianças no Bronx. Muitas famílias que antes não tinham acesso à tecnologia começaram a utilizar smartphones, internet e outros meios para consultas online. Isso fez a diferença, pois facilitou o atendimento médico em tempos de necessidade.

Os médicos também se adaptaram rapidamente ao novo formato. Muitos aprenderam a realizar consultas de forma virtual, o que foi um desafio, mas também uma oportunidade de se conectar com os pacientes de maneira diferente. A comunicação digital se tornou uma ferramenta importante e necessária nesse cenário.

Os desafios não pararam por aí. Mesmo com o aumento das consultas online, ainda houve barreiras, como a falta de familiaridade com a tecnologia. Alguns pais tinham dificuldades em operar aplicativos ou dispositivos, o que dificultava a consulta remota. Não era fácil para todos.

Outra questão importante levantada pelo estudo foi a acessibilidade. Muitas crianças no Bronx pertencem a comunidades com menor acesso a serviços de saúde. A telemedicina, apesar de praticada, ainda não chegou a todos e o acesso à tecnologia é fundamental para mudar isso. Sem internet estável ou dispositivos adequados, muitos ainda ficaram sem atendimento.

O estudo também forneceu dados sobre o perfil das crianças atendidas por telemedicina. Notou-se que, em muitos casos, as consultas foram mais frequentes para problemas que poderiam ser tratados também de forma presencial. Assim, muitas crianças que precisavam de cuidados regulares conseguiram ter acesso, mesmo à distância.

Os pediatras afirmaram que, com a telemedicina, puderam manter contato com as famílias e monitorar a saúde das crianças sem expô-las ao risco de contágio. Essa continuidade no atendimento foi essencial para manter o cuidado com a saúde infantil durante a pandemia.

Em suma, a pesquisa mostrou que a telemedicina pode ser uma solução viável, especialmente em situações de emergência como a pandemia. No entanto, é preciso garantir que todos tenham acesso a essa tecnologia. É fundamental que as comunidades tenham a infraestrutura necessária para que isso aconteça.

O estudo concluiu que, embora a telemedicina tenha crescido, ainda há um longo caminho a percorrer. O relatório destacou a necessidade de soluções que possam ajudar as famílias a acessar a tecnologia e os serviços de saúde. Isso garante que mais crianças recebam o cuidado necessário, independentemente de onde moram.

Além disso, o aprendizado que a pandemia proporcionou pode ajudar a melhorar o sistema de saúde. Há um potencial para que a telemedicina se torne uma parte permanente do atendimento médico, desde que sejam feitas as devidas adaptações e melhorias. Com isso, o cuidado à saúde infantil pode se tornar ainda mais completo e acessível.

O futuro da telemedicina parece promissor. Com as lições aprendidas durante a pandemia, espera-se que mais crianças tenham acesso a essa forma de atendimento. E, para que isso ocorra, é necessário trabalhar em conjunto: governos, profissionais de saúde e comunidades precisam se unir para garantir acesso igualitário à saúde.

Por fim, o estudo destaca a importância de continuar pesquisando e analisando os impactos desse tipo de atendimento. A telemedicina traz muitas oportunidades, mas também desafios que precisam ser enfrentados para garantir que todos tenham uma saúde melhor e mais acessível. Essa é a essência de cuidar e garantir que as crianças estejam saudáveis e em boas mãos, seja de forma presencial ou à distância.

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