23/03/2026
@»Medicina Geriátrica Notícias»Acidentes com escorpiões: adultos de 20 a 59 são maioria

Acidentes com escorpiões: adultos de 20 a 59 são maioria

Escorpiões Aumentam a Preocupação em São Paulo

O estado de São Paulo registrou até 19 de novembro de 2025 um total de 34.467 acidentes com escorpiões, resultando em duas mortes. Esses números são coletados por meio do painel de Acidentes por Animais Peçonhentos, da Secretaria Estadual da Saúde. Em comparação, o ano passado teve 42.307 acidentes com cinco óbitos, enquanto em 2023 foram registrados 50.071 casos e seis mortes.

A faixa etária mais afetada por picadas de escorpiões em 2025 é de pessoas entre 20 e 29 anos (15%), seguida pelas idades de 40 a 49 anos e 50 a 59 anos, ambas também com 15%. Crianças de um a quatro anos representam 3% dos casos, e idosos acima de 80 anos correspondem a 2%.

As partes do corpo mais afetadas pelas picadas são os dedos das mãos (24,82%), seguidos pelos pés (19,18%) e pelas mãos (19,10%). Em 2,81% dos casos, as picadas ocorreram na cabeça.

Na cidade de São Paulo, foram registradas 365 notificações no mesmo período, mas sem óbitos. O município de Piracicaba, no interior, lidera o número de acidentes com 17.894 casos e quatro mortes. Ribeirão Preto aparece em seguida com 14.504 notificações, resultando em seis óbitos. Araçatuba também apresentou um elevado número de casos, com 11.689 registros e três mortes.

Dados preliminares indicam uma queda no número de acidentes com escorpiões em nível nacional nos últimos dois anos. Foram notificados 173,7 mil casos até outubro de 2025, comparados a 201,3 mil em 2024 e 206,1 mil em 2023. Minas Gerais é o segundo estado com mais notificações, totalizando 32,8 mil. Bahia e Pernambuco também apresentam altos números, com 19,2 mil e 14,6 mil casos, respectivamente.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente antivenenos para o tratamento de acidentes com escorpiões, distribuindo-os a todas as unidades de saúde conforme a necessidade.

Para melhorar o atendimento a esses casos, a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, elaborou um guia digital direcionado a gestores e profissionais de saúde.

Em caso de picadas, Nathalia Franceschi, técnica em saúde pública da Secretaria Estadual da Saúde, recomenda lavar o local com água e sabão imediatamente, evitando espremer ou sugar a picada. É crucial procurar uma unidade de saúde próxima para avaliação médica. Se possível, levar o escorpião que causou a picada ou uma foto do animal ajuda na identificação da espécie.

Esse período de chuva e altas temperaturas facilita a reprodução dos escorpiões. Quando as chuvas aumentam, os bueiros podem ficar cheios, fazendo com que os animais sejam forçados a sair em busca de abrigo. Os sintomas mais comuns após a picada incluem dor intensa, ardência e inflamação. Em casos graves, especialmente em crianças, podem surgir vômitos, sudorese intensa e aumento da frequência cardíaca.

Cães e gatos também estão sujeitos a picadas de escorpião, geralmente nas patas e no focinho. A gravidade dos sintomas varia com o tipo de escorpião e o tamanho do animal; filhotes são particularmente mais vulneráveis.

Prevenção é Fundamental

Para evitar acidentes com escorpiões, algumas medidas são recomendadas:

  • Mantenha quintais e jardins limpos, evitando acumular entulho ou resíduos de construção.
  • Não acumule lixo, folhas secas e madeira.
  • Armazene objetos em locais elevados.
  • Vede frestas em paredes e pisos e use telas em ralos e batentes de portas.
  • Use calçados fechados e luvas ao andar em áreas verdes ou ao manusear materiais empilhados.
  • Guarde calçados em sacos plásticos ou caixas.
  • Sempre sacuda roupas, toalhas e calçados antes de utilizá-los.

Essas ações simples podem ajudar a reduzir o risco de picadas e garantir a segurança de todos.

Sobre o autor: suporte

Ver todos os posts →