05/02/2026
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Acidentes com escorpiões: maioria é de adultos de 20 a 59 anos

Alerta sobre Picadas de Escorpião em São Paulo

No estado de São Paulo, foram registrados até 19 de novembro de 2025 um total de 34.467 acidentes com picadas de escorpião, resultando em duas mortes. Essa informação é parte dos dados do painel Acidentes por Animais Peçonhentos, gerido pela Secretaria Estadual da Saúde. No ano anterior, em 2024, o total de casos foi de 42.307, com cinco mortes, e em 2023, foram 50.071 acidentes e seis óbitos.

Em 2025, a faixa etária mais afetada pelas picadas é a de pessoas entre 20 e 29 anos, assim como as de 40 a 49 anos e 50 a 59 anos, cada uma com 15% dos casos. Crianças de um a quatro anos responderam por 3% dos acidentes, enquanto idosos acima de 80 anos registraram 2%.

Os dedos das mãos foram a parte do corpo mais atingida, com 24,82% dos casos, seguidos do pé (19,18%) e da mão (19,10%). Também foram registradas picadas na cabeça em 2,81% das ocorrências.

Na capital paulista, foram notificados 365 acidentes no mesmo período, mas não houve mortes. Em cidades do interior, Piracicaba lidera com 17.894 registros e quatro mortes. Ribeirão Preto teve 14.504 notificações e seis óbitos, enquanto Araçatuba registrou 11.689 acidentes, com três mortes.

A nível nacional, dados do Ministério da Saúde indicam que houve uma redução no número de casos de acidentes com escorpiões nos últimos dois anos. Até outubro de 2025, foram notificados 173.700 casos no Brasil, comparados a 201.300 em 2024 e 206.100 em 2023. Vale lembrar que os números de 2024 e 2025 são preliminares e podem ser atualizados.

No estado de Minas Gerais, foram contabilizados 32.800 casos e, na Bahia, 19.200. Pernambuco também registrou um número significativo, com 14.600 ocorrências.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, sem custo, os antivenenos necessários para o tratamento de picadas de escorpiões, com distribuição regular a todos os estados de acordo com a demanda das secretarias de saúde.

Para ajudar no atendimento a esses casos, a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, criou um ebook com orientações voltadas para gestores de saúde, unidades básicas, hospitais, serviços de pronto atendimento e outros profissionais da área.

Caso ocorra uma picada de escorpião, é importante seguir algumas orientações. Primeiro, o local da picada deve ser lavado com água e sabão imediatamente, evitando espremer ou sugar. Em seguida, é recomendado aplicar uma compressa morna e procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível para avaliação de um profissional. Se possível, levar o escorpião que causou a picada ou uma foto pode ajudar na identificação da espécie, mas não é necessário tentar capturá-lo.

As chuvas e altas temperaturas favorecem a reprodução do escorpião. Durante períodos de chuva, eles podem sair dos bueiros, onde costumam se abrigar. Os sintomas comuns após uma picada incluem dor intensa, ardência e inflamação. Em casos mais graves, pode haver vômitos intensos, sudorese, agitação e aumento dos batimentos cardíacos.

Cães e gatos também podem ser picados, especialmente nas patas e focinho. Os sintomas e a gravidade da situação variam conforme o tipo de escorpião e o porte do animal. Animais menores correm mais risco, por isso é essencial buscar atendimento veterinário rapidamente.

Prevenção

Para prevenir picadas de escorpiões, algumas medidas podem ser adotadas:

  • Mantenha quintais, jardins e áreas de serviço limpos, evitando entulhos e restos de construção.
  • Evite acumular lixo, folhas secas e madeira.
  • Guarde objetos em locais elevados e feche frestas em paredes e pisos. Use telas em ralos e batentes de portas.
  • Ao andar em áreas verdes, utilize calçados fechados e luvas, especialmente ao manusear materiais empilhados.
  • Guarde calçados em sacos plásticos ou caixas e sacuda roupas, toalhas e calçados antes de usá-los.

Essas simples práticas de higiene e cuidado podem ajudar a evitar acidentes e garantir a segurança da população.

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