04/02/2026
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Alimentação natural para cães: cuidados e vantagens relevantes

alimentação natural para cães
Foto: Adobe Stock

A alimentação natural para cães é feita com ingredientes totalmente naturais. Essa dieta é fresca e minimamente processada, garantindo que os cães tenham uma nutrição completa, que atende suas necessidades em todas as fases da vida.

Muita gente pensa que alimentar o cachorro com comida caseira é o mesmo que oferecer uma dieta natural. Mas não é bem assim: alimentação natural não é comida improvisada nem restos que sobram da nossa mesa.

É importante esperar para que o cão receba uma alimentação que foi pensada. Isso deve ser feito com ajuda de um veterinário especializado em nutrição animal. Assim, conseguimos seguir normas de nutrição adequadas. A alimentação natural não contém conservantes, corantes e ingredientes artificiais que estão presentes em rações industrializadas.

A proposta da alimentação natural (AN) é misturar as proteínas de qualidade, gorduras saudáveis, carboidratos boas, além de vitaminas e minerais, tudo na medida certa. O que importa é manter o equilíbrio nutricional do pet.

Nos últimos anos, o interesse por uma alimentação saudável para cães aumentou bastante. Cada vez mais responsáveis por pets querem entender melhor os ingredientes que estão oferecendo. Eles também querem notar benefícios como melhora na digestão, pelagem mais saudável, aumento na imunidade e mais energia.

Com isso, surgem dúvidas, como: é verdade que alimentação natural é melhor que ração?, como preparar a comida natural com segurança?, quais alimentos são liberados ou proibidos?

Aqui, vamos te dar dicas claras sobre tudo isso. Você vai entender o que é alimentação natural para cães, seus benefícios e como evitar riscos ao decidir trocar a dieta. Vamos falar também sobre como fazer a transição da ração para a alimentação natural.

O que é alimentação natural para cães?

Segundo especialistas, a alimentação natural para cães é composta por ingredientes de origem animal, vegetal ou mineral. E o melhor: sem aditivos sintéticos. Isso quer dizer que não entram na fórmula conservantes, corantes e ingredientes artificiais.

O principal objetivo dessa alimentação é preservar o valor nutricional dos insumos. Isso não quer dizer que tudo precisa ser oferecido cru. Cozinhar, fermentar ou extrair nutrientes é permitido, sempre que respeitarem boas práticas que preservem os nutrientes essenciais para o cachorro.

Então, a alimentação natural (AN) se define mais pela maneira como é feita do que pelos alimentos em si. Para ser válida, precisa oferecer o equilíbrio entre proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais, considerando a idade, o tamanho, as atividades e a saúde do pet.

De acordo com fontes do setor, é crucial que as dietas naturais sejam nutricionalmente completas. Mesmo sem a adição de conservantes ou corantes artificiais, um bom planejamento nutricional é fundamental e, na maioria das vezes, recomenda-se suplementação específica, sempre com o acompanhamento do veterinário.

Quais tipos de alimentação natural existem?

comida para cachorro
Foto: Adobe Stock

Dentro do conceito de alimentação natural, existem várias abordagens, cada uma com suas características. Entre as principais, temos:

  • Alimentação natural cozida: muito utilizada e considerada segura para a maioria dos cães;
  • Alimentação natural crua: como as dietas BARF ou Prey Model;
  • Dietas grain-free: que não incluem grãos;
  • Alimentação natural terapêutica: indicada para cães com problemas de saúde específicos;
  • Dietas orgânicas: feitas com ingredientes certificados.

Independentemente do modelo, o importante é sempre oferecer uma alimentação balanceada e segura, adaptando tudo ao perfil do cão, levando em conta a idade, porte e níveis de atividade física.

Quais são os benefícios da alimentação natural para cães?

Uma dieta natural bem formulada e com o acompanhamento de um profissional pode melhorar muito a saúde dos cães. Os benefícios vão além do que é oferecido na comida. Muitos são percebidos na digestão, comportamento e energia do pet.

A qualidade dos ingredientes e o teor de umidade na ração natural contribuem para um melhor aproveitamento de nutrientes. Assim, a alimentação adequada resulta em diferentes melhorias para os cães.

Os principais benefícios incluem:

  • Melhora na digestão, resultando em fezes menores e com menos odor;
  • Redução de vômitos e desconfortos gástricos;
  • Aumento da energia e disposição, o que ajuda em atividades diárias;
  • Pelagem saudável e brilhante, devido à pele mais nutrida;
  • Manutenção do peso ideal, ajudando no controle de peso;
  • Melhor hidratação, beneficiando rins e outros órgãos;
  • Saúde das articulações, especialmente para cães mais velhos;
  • Menor incidência de reações alérgicas, se bem formulada;
  • Menor interesse em coprofagia, ou seja, comer fezes;
  • Impactos positivos na saúde mental e comportamento, e por fim,
  • Menor necessidade de suplementos vitamínicos, quando tudo está balanceado.

Quais alimentos são permitidos na alimentação natural para cães?

Na dieta natural, os alimentos permitidos incluem carnes, vísceras, carboidratos cozidos, legumes, frutas seguras, boas gorduras e suplementos específicos. Sempre deve haver uma combinação balanceada para cada cão.

Os ingredientes considerados naturais são aqueles que vêm de fontes animais, vegetais, microbianas ou minerais, mas que não têm aditivos artificiais.

Embora vitaminas e minerais sintéticos possam ser usados quando necessário, é fundamental ter clareza sobre isso. Termos como natural, holístico ou orgânico não devem ser analisados isoladamente.

A qualidade da alimentação é mais sobre a lista de ingredientes do que sobre a palavra “natural”. É essencial como esses itens se combinam para atender as necessidades nutricionais do cão.

Grupos de alimentos que podem compor a dieta natural

A dieta natural para cães pode incluir diversos grupos, cada um com uma função específica:

  • Carnes e peixes: fontes de proteínas de alta qualidade;
  • Vísceras: como fígado e coração, são ricas em vitaminas e minerais;
  • Carboidratos bem cozidos: arroz integral, batata-doce, que ajudam na energia e saciedade;
  • Legumes e verduras seguros: fibras e vitaminas para a saúde intestinal;
  • Frutas permitidas: em pequenas quantidades, para mais fibras e antioxidantes;
  • Gorduras boas: importantes para a saúde da pele e absorção de vitaminas;
  • Suplementação: quando adequada, importante para alcançar o equilíbrio nutricional.

Como essas combinações aparecem na rotina alimentar dos cães?

alimentos naturais para cachorro
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Para ajudar a quem cuida de pets, as proporções na alimentação podem ser organizadas assim:

  • 30% de proteínas;
  • 35% de carboidratos cozidos;
  • 30% de vegetais;
  • 5% de vísceras.

Essas proporções são uma referência e o ajuste precisa ser feito de acordo com a idade, porte e saúde do cão. Por isso, o acompanhamento de um médico-veterinário é sempre importante.

Critérios para identificar um alimento seguro

Antes de colocar qualquer item na alimentação, é bom usar uma lógica básica:

  • O alimento é seguro para cães?
  • Faz parte de algum grupo nutricional importante?
  • Está bem preparado, sem temperos?
  • A quantidade é adequada ao perfil do animal?
  • Em geral, a dieta continua balanceada?

Quando esses critérios são seguidos, o alimento geralmente se encaixa na proposta da alimentação natural. Mas é bom lembrar que nem tudo que comemos é seguro para cães.

Alimentos proibidos ou que exigem cuidado na alimentação natural

Existem alimentos que são proibidos porque são tóxicos para cães, enquanto outros podem ser oferecidos, mas com cautela. Conhecer essas diferenças é crucial para evitar problemas digestivos e intoxicações.

Alimentos proibidos para cães

Esses alimentos nunca devem ser dados aos cães:

  • Chocolate e cacau (tóxicos);
  • Cebola, alho e afins (podem causar anemia);
  • Uvas e passas (podem levar à falência renal);
  • Abacate (contém substância tóxica);
  • Bebidas alcoólicas e cafeína;
  • Xilitol (adoçante comum);
  • Massas cruas;
  • Ossos cozidos (podem causar ferimentos);
  • Alimentos temperados ou açucarados.

Alimentos que exigem cuidados

Esses alimentos podem ser oferecidos, mas com preparo correto e em moderação:

  • Frutas: sempre sem sementes;
  • Ovos crus: com risco de doenças, prefira cozidos;
  • Peixes: retire espinhas e cozinhe bem;
  • Leguminosas: cozinhe bem para evitar gases;
  • Fibras: em excesso, podem causar problemas intestinais.

Alimentos que são seguros ainda podem causar problemas se não forem preparados corretamente. A segurança na alimentação natural depende da escolha dos ingredientes e do modo como são oferecidos.

Para entender melhor, o Blog da Cobasi tem mais conteúdos práticos sobre o que o cachorro pode ou não comer, assim como dicas sobre alimentação e riscos associados.

Como fazer a transição da ração para a alimentação natural?

Cachorro observando tigela com legumes coloridos como brócolis e cenoura, ideal para alimentação saudável de animais de estimação.
Foto: Adobe Stock

Mudar da ração para a alimentação natural deve ser feito devagar. Isso é importante porque o sistema digestivo do cachorro precisa se adaptar ao novo tipo de comida.

Uma mudança rápida pode causar diarreia, vômitos e dor na barriga. Isso pode ocorrer mesmo com cães saudáveis.

Por que a troca leva tempo?

A ração e a alimentação natural exigem processos digestivos diferentes. Quando a troca é feita muito rápido, o cachorro pode não conseguir processar adequadamente a nova alimentação, o que causa desconforto.

Ao fazer uma adaptação lenta, o intestino e a flora intestinal se ajustam com segurança.

Como fazer a transição gradual?

A ideia é substituir a ração devagar. Você pode aumentar a quantidade de alimentação natural no prato aos poucos, durante uma semana ou até mais, se o cachorro for sensível.

tabela troca de ração para cachorro gordo
Crédito: Acervo Cobasi

Durante esse tempo, os alimentos precisam ser bem cozidos, sem temperos e balanceados, evitando que muitos ingredientes novos sejam trazidos ao mesmo tempo.

O que observar durante a adaptação?

Fique atento a:

  • A consistência das fezes;
  • Se aparecem gases ou vômitos;
  • A aceitação da nova dieta;
  • Nível de energia do cachorro.

Fezes mais macias nos primeiros dias podem ser normais. Mas se a diarreia persistir ou se ocorrerem vômitos, é melhor desacelerar ou interromper a troca, buscando veterinário.

Quando a transição precisa de mais cuidado?

Mudanças alimentares devem ser feitas com mais cuidado nas seguintes situações:

  • Filhotes, em fase de crescimento;
  • Cães idosos, com digestão mais sensível;
  • Cães alérgicos;
  • Animais com doenças renais ou gastrointestinais;
  • Substituições para dietas específicas.

Nesses casos, a orientação de um veterinário é fundamental. Eles vão avaliar a saúde do pet e ajudar na elaboração de um cardápio apropriado.

Diferença entre alimentação caseira, natural e ração natural

Muitas vezes as pessoas confundem alimentação caseira, natural e ração natural. Na verdade, são coisas diferentes. A grande diferença está no planejamento nutricional e no controle dos ingredientes, conforme explicamos a seguir:

Características Alimentação Caseira Alimentação Natural Ração Natural
Quem prepara? Responsável pelo cão Responsável pelo cão e veterinário Indústria
Planejamento Incompleto Essencial Padronizado
Controle Total Total Parcial
Aditivos Raramente Não utiliza Pode conter
Suplementação Raramente Frequentemente Incorporada
Personalização Baixa Alta Moderada
Risco Nutricional Alto Baixo Baixo
Praticidade Moderada Baixa Alta

Assim, é importante notar que a alimentação caseira geralmente é feita em casa, mas pode não ter a fórmula nutricional adequada. Mesmo com ingredientes frescos, essa dieta pode ter:

  • Falta de cálcio, vitaminas e minerais;
  • Excesso ou falta de proteínas e gorduras;
  • Desequilíbrio energético.

Em resumo, comida caseira não é automaticamente saudável para os cães se não houver um planejamento nutricional adequado.

Riscos de dietas mal formuladas na alimentação natural

Uma dieta para cães só é segura se for bem feita. O maior risco não está nos alimentos naturais, mas sim na falta de balanceamento nutricional.

Receitas improvisadas ou copias de internet sem acompanhamento podem causar sérios problemas. Um ponto crítico é que erros nutricionais podem não aparecer logo.

No início, o cão pode até parecer saudável, mas deficiências ou excessos vão se acumulando com o tempo.

  • Alterações ósseas;
  • Queda excessiva de pelos;
  • Perda de massa muscular;
  • Imunidade baixa;
  • Problemas neurológicos;
  • Deficiências em cálcio, vitaminas do complexo B, vitamina D e minerais como zinco e ferro.

Esses são apenas alguns dos riscos que dieta mal formulada pode gerar.

Excesso de nutrientes também é prejuízo

Por outro lado, dietas que têm muito proteína ou nutrição excessiva podem sobrecarregar fígado e rins, gerar ganho de peso, além de distúrbios digestivos. Suplementos não substituem a fórmula adequada e, se utilizados sem critério, podem agravar ainda mais os problemas.

Relação entre cálcio e fósforo

Uma situação delicada na alimentação natureza é a relação entre cálcio e fósforo, especialmente em filhotes e cães de médio e grande porte. Um desbalanceamento pode afetar o desenvolvimento dos ossos e provocar dores articulares com o tempo.

Riscos no preparo e conservação

Mesmo uma dieta bem planejada pode ser prejudicial se a higiene, armazenamento ou preparo não forem seguidos corretamente. Alimentos com conservantes ou descongelados de maneira errada podem provocar contaminações.

Essa atenção é ainda mais necessária em dietas cruas, que exigem um controle muito rigoroso de qualidade.

Dietas genéricas para cães com necessidades especiais

Cães com problemas renais, hepáticos, gastrointestinais ou alergias não devem seguir qualquer dieta. Uma má formulação pode agravar a saúde e atrasar o tratamento. Nesses casos, a dieta deve ser feita e ajustada por um médico-veterinário especializado.

Como evitar os riscos na alimentação natural?

Os riscos diminuem significativamente quando as dietas são formuladas por um veterinário especialista, que vai considerar as características individuais do cão e realizar ajustes. Assim, a dieta vai ficar equilibrada e adaptada ao longo do tempo.

Diferenciação na alimentação natural para filhotes, adultos e idosos

alimentação natural para cães
Foto: Adobe Stock

Embora a alimentação natural tenha o mesmo conceito para todos, não existe uma receita única válida para todos os cães. Idade, porte, níveis de atividade e saúde influenciam as necessidades nutricionais e devem ser levadas em conta para garantir a segurança.

Assim como acontece com rações comerciais, a alimentação natural deve ser ajustada conforme a fase da vida e o porte do cão, pois as necessidades nutricionais mudam muito com o tempo.

Uma dieta para um filhote pode ser insuficiente ou até prejudicial para um cão adulto ou idoso.

Filhotes

Filhotes estão em fase de crescimento e desenvolvimento. Por isso, a alimentação natural precisa oferecer energia, proteínas de qualidade e equilíbrio entre cálcio e fósforo. Nutrientes em falta podem comprometer ossos e articulações, especialmente em cães de médio e grande porte.

Além disso, o sistema digestivo dos filhotes é bem sensível, exigindo alimentos de fácil digestão e a introdução cuidadosa de novos ingredientes.

Cães adultos

Na fase adulta, a alimentação natural foca em manter o peso ideal, a massa muscular e a saúde. As quantidades de nutrientes precisam ser ajustadas conforme o metabolismo e a rotina do cão. Animais mais ativos requerem mais nutrientes, enquanto cães sedentários devem ter as porções controladas para evitar ganho de peso. Aqui, a comida natural permite ajustes mais finos em função do estilo de vida.

Cães idosos

Cães mais velhos têm um metabolismo mais lento e a digestão pode ficar menos eficiente. Por isso, a alimentação natural para esses cães deve incluir proteínas de fácil digestão e ter controle em relação às gorduras, além de focar na saúde dos rins e articulações.

A textura dos alimentos, a quantidade de umidade e a qualidade dos ingredientes ganham ainda mais importância, assim como o acompanhamento médico regular.

Impacto do porte do cão

O porte também afeta a formulação da dieta. Cães pequenos têm metabolismo acelerado, enquanto cães grandes precisam de mecanismos que cuidem das articulações. Filhotes de raças grandes são os que mais precisam de atenção, pois a dieta não deve ser improvisada.

Cuidados na alimentação natural para cães com necessidades especiais

Cães com condições especiais requerem um cuidado extra na alimentação natural. Nestes casos, a dieta vai muito além da escolha dos ingredientes e é parte do manejo. É importante lembrar que, para eles, a dieta não substitui o tratamento veterinário.

Ela faz parte do cuidado total e precisa se ajustar ao que o animal apresenta em exames e no seu estado de saúde.

Cães com alergias alimentares

Para cães com alergias, a alimentação natural pode ser uma grande ajuda, se usada com critério. Excluir proteínas e aditivos ajuda a identificar os alérgenos e reduz reações gastrintestinais. A seleção de ingredientes deve ser controlada e progressiva, evitando a introdução simultânea.

Essas dietas precisam de acompanhamento veterinário para evitar problemas nutrição.

Cães com problemas gastrointestinais

Cães que têm problemas na digestão se beneficiam de dietas naturais com alta digestibilidade e que possuam menos gordura. Temperatura e regularidade das refeições influenciam diretamente os resultados, já que ingredientes considerados “naturais” podem não ser ideais em certos casos.

Cães com doenças renais ou hepáticas

Para animais com problemas nos rins ou fígados, a dieta precisa seguir regras específicas, evitando excesso de proteína, fósforo e sódio. Uma dieta inadequada pode agravar os sintomas ou atrasar o tratamento. Portanto, a alimentação deve ser ajustada por um médico-veterinário baseado nos exames.

Cães em tratamento oncológico

Cães com câncer ou em recuperação precisam de dietas bem personalizadas, visando a manutenção do peso e nutrindo o sistema imunológico. A alimentação natural ajuda a aceitação da comida, mas deve ser feita com cuidado para prevenir desequilíbrios.

Como conservar e armazenar a alimentação natural do cachorro?

alimentação natural para cachorro
Foto: Adobe Stock

A comida natural do cachorro deve ser mantida refrigerada ou congelada, em porções bem fechadas, respeitando os prazos e métodos corretos de descongelamento. Isso previne contaminações e problemas digestivos.

Por ser feita com ingredientes frescos e sem conservantes, a alimentação natural precisa de cuidado redobrado, diferente da ração seca.

Se o armazenamento ou descongelamento não forem feitos corretamente, aumentam as chances de bactérias, perda nutricional e desconfortos, como vômitos e diarreia.

Vamos falar agora sobre como congelar e descongelar a comida natural e quais erros evitar.

Quanto tempo a comida natural pode ficar na geladeira?

Depois de feita e resfriada, a comida pode ficar na geladeira por até 48 horas, desde que em um recipiente bem fechado. Esse prazo vale para preparações bem cozidas e com higiene.

Se a rotina não permitir o consumo em dois dias, o ideal é porcionar e congelar.

Quanto tempo pode ficar no freezer?

No freezer, a comida pode ficar por até 7 dias. Em freezers que mantêm uma temperatura estável e com porcionamento ideal, o tempo pode ser ampliado. Contudo, o melhor é seguir o planejamento do veterinário.

Um ponto importante: porções menores congelam mais rápido e descongelam melhor.

Como congelar corretamente?

Para congelar, faça isso rapidamente para evitar crescimento bacteriano. O ideal é:

  • Aguarde a comida esfriar, sem deixar horas fora da geladeira;
  • Porcione em recipientes rasos ou saquinhos próprios;
  • Identifique com data e tipo;
  • Leve ao freezer logo que puder.

Como descongelar corretamente?

Descongele lentamente na geladeira, por cerca de 12 horas. Para processos mais rápidos, o “banho-maria” é uma opção segura, pois aquece uniformemente e evita pontos frios que podem ser ruins.

Erros que aumentam os riscos

Alguns hábitos comuns causam problemas digestivos com a alimentação natural:

  • Descongelar em temperatura ambiente. Isso pode fazer com que as bactérias cresçam.
  • Descongelar no micro-ondas. O aquecimento irregular pode cozinhar algumas partes do alimento, reduzindo a qualidade.
  • Recongelar comida já descongelada. Isso aumenta as chances de contaminação.
  • Guardar comida quente direto no freezer. Isso prejudica o congelamento e pode afetar os outros alimentos.

Dicas práticas para evitar desperdício

Porcionar a comida para cada refeição e manter um “estoque” semanal facilita o dia a dia. Se seu cachorro come pouco, é melhor usar recipientes pequenos para garantir segurança e conservação.

Perguntas frequentes sobre alimentação natural para cães

Cachorro focado em uma tigela de comida no chão de casa, com uma planta ao fundo
Foto: Adobe Stock

Alimentação natural pode substituir completamente a ração?

Sim, desde que a dieta seja completa, balanceada e feita com supervisão de um veterinário. Sem esse cuidado, o risco de falta de nutrientes é grande.

Posso preparar a comida em casa sem acompanhamento veterinário?

Não é recomendado. Dietas feitas sem planejamento podem ser desequilibradas em termos de cálcio, vitaminas e minerais. O acompanhamento de um veterinário nutrólogo é crucial para garantir segurança.

Alimentação natural é boa para todos os cães?

Embora muitos cães se beneficiem, filhotes, cães idosos e doentes precisam de dietas específicas. A indicação depende da avaliação do veterinário.

Qual é a forma mais segura de fornecer alimentação natural?

A forma mais segura é a alimentação natural cozida, pois o cozimento reduz riscos de bactérias. Dietas cruas devem ser adotadas apenas com orientação profissional.

Quanto tempo leva para o cachorro se adaptar à nova dieta?

Geralmente, entre 7 e 14 dias, com uma transição gradual. Animais mais sensíveis podem precisar de mais tempo, sempre observando sinais de desconforto.

Alimentação natural pode causar deficiência de vitaminas?

Sim, se não for bem planejada. A falta de nutrientes é comum em dietas improvisadas, reforçando a importância do acompanhamento profissional.

É possível misturar ração e alimentação natural?

Sim, mas deve ser feito com cautela. O ideal é alternar refeições ou seguir orientação do veterinário, evitando problemas digestivos.

Alimentação natural inclui comidas humanas?

Não, a alimentação natural não é feita de sobras de comida humana. Muitas comidas para nós têm sal e temperos que fazem mal aos cães.

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