05/02/2026
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Anel de ouro da Idade Média é descoberto na Noruega

Descoberta de um Anel Medieval em Tønsberg

Recentemente, durante um projeto de drenagem em Tønsberg, Noruega, trabalhadores se depararam com uma incrível descoberta. A poucos centímetros da superfície, brilha um pequeno e delicado anel de ouro, que especialistas acreditam ter origem na Idade Média.

Esse anel, elaborado e chamativo, sugere que pertenceu a uma mulher de classe alta. A pedra azul que o decora possivelmente tinha a intenção de resfriar o “calor interior” e promover a castidade, segundo a crença da época.

Detalhes da Descoberta

O achado foi confirmado por Linda Åsheim, uma arqueóloga da equipe que trabalhava no local. Ela descreveu seu primeiro contato com o anel como uma experiência transformadora. “Fiquei completamente abalada, pensei que era brincadeira dos trabalhadores,” comentou Åsheim.

O anel, famoso por sua estrutura delicada, apresenta filigranas em espiral e pequenas bolinhas conhecidas como granulação. Ele possui uma pedra azul que lembra safira ou opala, mas na verdade é feita de vidro, possivelmente colorida com cobalto para imitar pedras preciosas.

Embora a camada arqueológica onde o anel foi encontrado ainda não tenha sido datada, um galho de árvore encontrado em camada superior foi datado entre 1172 e 1274. Especialistas concordam que o design do anel é característico da Idade Média.

O Design do Anel

Marianne Vedeler, uma professora do Museu de História Cultural, explica que o estilo espiral do anel lembra outros anéis datados entre os séculos IX e XI. O uso de filigrana e granulação trouxe influências bizantinas para a Noruega, especialmente através da arte dos ourives do período carolíngio (750 a 900).

A identidade da dona do anel permanece um mistério, mas o objeto oferece pistas sobre quem poderia tê-lo usado ao longo dos séculos.

Tønsberg: Um Centro Importante na Idade Média

Tønsberg era uma cidade significativa na Idade Média, localizada perto do castelo real conhecido como Tunsberghus. Essa localização privilegiada sugere que o anel poderia ter pertencido a uma figura real ou a um membro do clero. A pequena dimensão do anel (tamanho estimado entre 55 e 60) indica que foi feito para uma mulher, provavelmente de classe alta.

Ademais, a pedra azul do anel tinha um significado especial na Idade Média. Ela era associada a poderes divinos e acreditava-se que possuía qualidade curativas, ajudando a manter a castidade e a equilibrar as energias internas.

Simbolismo do Anel

O formato circular do anel, que não tem quebra, também poderia ser interpretado como uma forma de proteção contra o mal. Graças à sua decoração delicada e à pedra azul, o anel simbolizava poder e status social.

Embora o nome da proprietária ainda seja desconhecido, esse achado foi um dos mais empolgantes na arqueologia norueguesa em tempos recentes. Em um banco de dados nacional, cerca de 205 anéis históricos foram catalogados, mas apenas 68 deles datam da Idade Média.

A Importância de achados como este

Hanne Ekstrøm Jordahl, gerente do projeto, comentou: “Não encontramos um anel de ouro em Tønsberg há 15 anos. Este é um exemplar extraordinariamente bonito e raro.” Essa descoberta não apenas nos oferece uma janela para o passado, mas também destaca a importância de preservar e estudar nossos vestígios históricos.

Conclusão

Encontrar um anel medieval em Tønsberg não é apenas uma narrativa emocionante; é uma ligação tangível com a história. Cada descoberta como essa nos ensina mais sobre as culturas que nos antecederam, ampliando nosso entendimento sobre o que elas valorizavam e acreditavam. O anel de ouro não é apenas uma joia; é um símbolo de status, de crenças e de um passado que, mesmo enigmático, nos conecta a nossas raízes.

Esse anel em particular servirá como um lembrete da riqueza cultural da Noruega e do papel que Tønsberg desempenhou na Idade Média. Para arqueólogos e entusiastas da história, cada descoberta é uma oportunidade de responder a perguntas antigas e de gerar novas discussões sobre o que sabemos e o que ainda temos a aprender.

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