Convivência entre Crianças e Animais de Estimação: Benefícios e Cuidados Necessários
A relação entre crianças e animais de estimação vai além do carinho; ela desempenha um papel importante no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. O pediatra Dr. Renato Santos Coelho, especializado em Desenvolvimento e Comportamento, destaca que ter um pet em casa pode ajudar a fomentar a empatia, a responsabilidade e o respeito nas crianças. Além disso, essa convivência pode minimizar a ansiedade e o estresse.
Os animais de estimação agem como companheiros que não fazem julgamentos, oferecendo conforto e diminuindo a sensação de solidão. Dr. Renato enfatiza que apenas acariciar um animal pode reduzir a tensão e promover o bem-estar. Há uma relação de troca: os pets aprendem a reconhecer e cuidar das crianças, tanto física quanto emocionalmente.
Um estudo recente publicado destacou que crianças entre 4 e 10 anos que convivem com cães apresentam níveis mais baixos de ansiedade e melhor controle emocional. Os efeitos positivos dessa interação são ainda mais pronunciados quando há um vínculo afetivo e a criança participa dos cuidados diários do animal. Essa convivência não só fortalece o laço entre ambos, mas também contribui para a redução do tempo em frente às telas, beneficiando o desenvolvimento social e cognitivo.
Os cães e gatos são os animais de estimação mais recomendados para famílias com crianças, especialmente se tiverem temperamento gentil. Em apartamentos ou espaços menores, coelhos, peixes e hamsters podem ser boas opções, mesmo que ofereçam menos interação. A escolha do animal deve levar em conta o estilo de vida da família, o espaço disponível e o tempo que cada um pode dedicar aos cuidados. O ideal é que o pet proporcione alegria, não estresse.
A introdução de um animal na vida de uma criança é mais adequada quando ela tem entre cinco e seis anos, idade em que já compreende noções básicas de cuidado e respeito. Para crianças com menos de quatro anos, é crucial que a interação seja supervisionada, devido ao risco de acidentes, como mordidas no rosto, que podem causar sequela.
Entre os cuidados essenciais, estão manter a vacinação e vermifugação dos pets em dia, garantir a higiene após o contato, manter um ambiente limpo e ensinar limites às crianças. O pediatra também observa que a tendência de tratar os animais como seres humanos pode levar a comportamentos inadequados e frustrações.
Para crianças que possuem alergias ou asma, a convivência com animais deve ser avaliada por um médico. Contudo, quando bem gerida, a relação entre crianças e pets é extremamente proveitosa. Dr. Renato conclui que essa convivência ajuda a ensinar empatia, autocontrole e respeito pela vida, constituindo uma educação afetiva que deixa marcas profundas na infância.